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<title>Social Media</title>
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<dc:creator>raquel@pontomidia.com.br</dc:creator>
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<title>Jogos, Sites de Rede Social e Conversações</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_sites_de_rede_social_e_conversacoes.html</link>
<description>O André Lemos escreveu, recentemente, sobre conversações como sendo o &quot;bojo do processo comunicacional das novas mídias eletrônicas&quot;, o centro das ações e participações na mídia social. Eu não poderia concordar mais. A conversação mediada É a mídia social, no sentido em que a trabalhamos aqui. (O próprio Benkler (2006) defende essa proposta dizendo que mídia social é sobre conectividade social.) Pois se jogos são o centro daquilo que chamamos mídia social e a mídia social hoje, engloba os sites de rede social e seus aplicativos, podemos dizer também que os jogos que ali se encontram são formas de conversação. Conversações Mediadas Na verdade, uma série de autores já vem defendendo essa posição, discutindo que um jogo sempre tem uma função social, que é exacerbada dentro dos sites de rede social (vide, por exemplo, Jarvinnen, 2009; Simon, 2008 e etc.). Na verdade, os processos de conversação a partir da mediação do computador já têm sido discutidos como amplamente modificados. Uma dessas primeiras modificações já é apontada pelo Lemos no artigo que eu referenciei acima: as conversações são muito mais coletivas dentro da rede social, mais públicas, por assim dizer, dentro da própria rede. Outra delas é apontada pela danah boyd como uma das características dos sites de rede social: a persistência dessas conversações no tempo. Ou seja, não apenas as conversações tornaram-se mais amplas em termos de alcance, mas mais persistentes, amplificando-se na rede social. Essas conversações mediadas, assim, deixam passam a ter impactos diferenciados nas redes sociais que emergem nesses sites. Elas não apenas refletem as interações, mas igualmente servem para mostrá-las, para definí-las, para reforçá-las para a própria rede. Em outras palavras, uma conversação que se desenvolve nos scraps do Orkut não é apenas entre eu e o Outro, mas entre os atores e toda a rede social que tem acesso e recebe a conversação em seus feeds. Embora essa rede não participe ativamente da conversação, ela a percebe, categoriza e constrói. É uma audiência invisível, mas da qual os atores possuem plena consciência. Conversações e Jogos A partir desta perspectiva, podemos perceber de forma mais clara como os jogos podem constituir-se como conversações. Jogos possuem enunciados, que são refletidos não apenas pelo próprio sistema (quando publica nos feeds, por exemplo, que eu ultrapassei algum de meus amigos ou quando eu subi de nível). Esses enunciados são coletivos e públicos. São trocados entre os atores da mesma rede social. Alguns sites, permitem, inclusive, que os atores possam manifestar-se sobre o assunto. São variações e seqüências que contribuem para ações coletivas (como por exemplo, direcionar os demais para o mesmo jogo, estimular a competição, etc.) e que são igualmente direcionada a atingir objetivos comuns (por exemplo, ampliar minha família no Mafia Wars). Podemos observar as requisições de turnos (explícitas, como por exemplos, quando um jogador desafia outro, quando envia um &quot;presente&quot; e solicita retorno; ou implícitas, como quando o primeiro colocado é ultrapassado ou recebe um prêmio especial, ou um membro da família é &quot;atacado&quot; por uma gangue rival etc.), a tomada de turnos, a troca de ações, feedback e linguagem. Dentro dessa perspectiva, jogos podem ser sim, compreendidos como conversações mediadas, que contribuem para a construção de objetivos comuns. Como conversações, os jogos também têm um importante papel na construção e no reflexo da rede social que está expressa no site. Podem construir e expressar novos valores, novas práticas e novos sentidos para a rede. Assim, as interações que estão ali não podem ser relevadas ou reduzidas em sua importância. São conversações que são construídas de forma não linear, muitas vezes multiplexas e que migram dentro dos vários sites adotados pela rede.Mas mais importante do que isso é perceber que os jogos casuais são sim, sociais, e que a conversação é parte importante da adoção do jogo, de sua viralização e, igualmente, de sua retenção....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="conversacao.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/conversacao.jpg" width="329" height="191" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />O <a href="http://andrelemos.info/2010/01/o-poder-da-conversacao/" target=_blank>André Lemos escreveu, recentemente, sobre conversações</a> como sendo o "bojo do processo comunicacional das novas mídias eletrônicas", o centro das ações e participações na mídia social. Eu não poderia concordar mais. <strong>A conversação mediada É a mídia social</strong>, no sentido em que a trabalhamos aqui. (O próprio Benkler (2006) defende essa proposta dizendo que mídia social é sobre conectividade social.) Pois se jogos são o centro daquilo que chamamos mídia social e a mídia social hoje, engloba os sites de rede social e seus aplicativos, podemos dizer também que os jogos que ali se encontram são <strong>formas de conversação</strong>. 
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<strong>Conversações Mediadas</strong>
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Na verdade, uma série de autores já vem defendendo essa posição, discutindo que um jogo <strong>sempre tem uma função social</strong>, que é exacerbada dentro dos sites de rede social (vide, por exemplo, <a href="http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1581088&dl=GUIDE&coll=GUIDE&CFID=74908989&CFTOKEN=28541294" target=_blank>Jarvinnen, 2009</a>; <a href="http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1413634.1413646" target=_blank>Simon, 2008</a> e etc.). Na verdade, os processos de conversação a partir da mediação do computador já têm sido discutidos como amplamente modificados. Uma dessas primeiras modificações já é apontada pelo Lemos no artigo que eu referenciei acima: as conversações são <strong>muito mais coletivas</strong> dentro da rede social, mais públicas, por assim dizer, dentro da própria rede. Outra delas é apontada pela <a href="http://www.danah.org/papers/WhyYouthHeart.pdf" target=_blank>danah boyd como uma das características dos sites de rede social</a>: <strong>a persistência dessas conversações no tempo</strong>.  Ou seja, não apenas as conversações tornaram-se mais amplas em termos de alcance, mas mais persistentes, amplificando-se na rede social. Essas conversações mediadas, assim, deixam passam a ter impactos diferenciados nas redes sociais que emergem nesses sites. Elas não apenas refletem as interações, mas igualmente <strong>servem para mostrá-las, para definí-las, para reforçá-las para a própria rede</strong>. Em outras palavras, uma conversação que se desenvolve nos scraps do Orkut não é apenas entre eu e o Outro, mas entre os atores e toda a rede social que tem acesso e recebe a conversação em seus feeds. Embora essa rede não participe ativamente da conversação, ela a percebe, categoriza e constrói. É uma audiência invisível, mas da qual os atores possuem plena consciência.
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<strong>Conversações e Jogos</strong>
<BR><BR>
A partir desta perspectiva, podemos perceber de forma mais clara como os jogos podem constituir-se como conversações. Jogos possuem <strong>enunciados</strong>, que são refletidos não apenas pelo próprio sistema (quando publica nos feeds, por exemplo, que eu ultrapassei algum de meus amigos ou quando eu subi de nível). Esses enunciados são <strong>coletivos e públicos</strong>. São trocados entre os atores da mesma rede social. Alguns sites, permitem, inclusive, que os atores possam manifestar-se sobre o assunto. São variações e seqüências que contribuem para <strong>ações coletivas</strong> (como por exemplo, direcionar os demais para o mesmo jogo, estimular a competição, etc.) e que são igualmente direcionada a atingir <strong>objetivos comuns</strong> (por exemplo, ampliar minha família no Mafia Wars). Podemos observar as requisições de turnos (<strong>explícitas</strong>, como por exemplos, quando um jogador desafia outro, quando envia um "presente" e solicita retorno; ou <strong>implícitas</strong>, como quando o primeiro colocado é ultrapassado ou recebe um prêmio especial, ou um membro da família é "atacado" por uma gangue rival etc.), a tomada de turnos, a troca de ações, feedback e linguagem. 
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<img alt="jogos5.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/jogos5.jpg" width="536" height="177" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
<BR><BR>
Dentro dessa perspectiva, jogos podem ser sim, compreendidos como conversações mediadas, que contribuem para a construção de objetivos comuns. Como conversações, os jogos também têm um importante <strong>papel na construção e no reflexo da rede social que está expressa no site</strong>. Podem construir e expressar novos valores, novas práticas e novos sentidos para a rede. Assim, as interações que estão ali não podem ser relevadas ou reduzidas em sua importância. São conversações que são construídas de forma não linear, muitas vezes multiplexas e que migram dentro dos vários sites adotados pela rede.Mas mais importante do que isso é perceber que os jogos casuais são sim, sociais, e que a conversação é parte importante da adoção do jogo, de sua viralização e, igualmente, de sua retenção. 
</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_sites_de_rede_social_e_conversacoes.html#comments" title="Comment on: Jogos, Sites de Rede Social e Conversações">Comentarios (3)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.thiagorsr.net" href="http://www.thiagorsr.net" rel="nofollow">Thiago S. Rosa</a> on 
jan 26, 2010  9:51 AM) 

Por isso que quando falamos no Facebook VS as outras redes sociais, ele leva vantagem competitiva em relação a socialização das pessoas. A plataforma mais flexível dele permite maximizar estas conversações para todos os níveis dentro da rede de amigos. Resumindo, concordo com o que você projetou dentro deste post. Muito bom.</p>
<p>(<a title="http://flavors.me/Chiapetta" href="http://flavors.me/Chiapetta" rel="nofollow">André Santos Chiapetta</a> on 
jan 31, 2010 10:48 AM) 

Olá Raquel! Muito legal o seu site!
Concordo com o que disse no post, acredito que os jogos nas redes sociais tenham possibilitado uma interação maior para com a rede de amigos de cada pessoa, possibilitando mais ainda um reflexo da vida "real" por exemplo.</p>
<p>(João Baptista Lago on 
jan 31, 2010  2:39 PM) 

Oi, Raquel: se a gente levar em conta os jogos existentes nos sites de redes sociais, eles de fato possuem aspectos competitivos, como por exemplo os scores que classificam seus participantes, por maior ou menor pontuação obtida; alguns mais discretamente, outros mais ostensivamente.  Todavia é importante pontuar que, de um modo geral (isto é, inclusive fora da Internet), jogos não são necessariamente competitivos.  São também muitas vezes um recurso lúdico para as pessoas se expressarem, sem a existência de scores e elementos classificatórios.    Assim, se no FB os jogos possuem scores, isso refletiria uma característica fundamental da sociedade norte-americana, o espírito de competição: que, embora exista em todas as sociedades, possui uma importância maior - descomunal mesmo - nos EUA que em outras culturas.    O FB, no entanto, também é competente nesse sentido, já que consegue agradar tanto a gregos quanto a troianos. Assim, para os que amam competir, seus jogos possuem scores; jogos que no entanto também satisfazem quem os utiliza para finalidades não-competitivas, como a expressão da própria personalidade, o compartilhamento de valores estéticos, o prazer de estar se relacionando com outras pessoas e assim por diante. Nesse sentido arrisco escrever que, se em muitos jogos do FB não houvesse nenhum score ou elemento competitivo, estes continuariam sendo frequentados, já que permitem a comunicação e expressão de uma vasta gama de outras necessidades, além do desejo de competir. 

Um segundo aspecto é que os jogos, assim como as crônicas, as poesias, os romances e a literatura de um modo geral, são, muitos deles, uma modalidade de expressão escrita; podem ser, também, uma modalidade de expressão imagética, como aqueles nos quais se desenha (e me lembro de você, naquele jogo de desenhar). Ou nos quais se permutam gifts, que são também elementos imagéticos a permitir a expressão de conteúdos, valores, padrões estéticos, desejos, aspirações, a própria identidade etc. Em suma, os jogos seriam uma revolução em termos de comunicação e expressão. Parece-me, inclusive, que foram além de substituirem a comunicação através de postagens em blogs pessoais e inclusive em microblogs, já que seus recursos de expressão transcendem a linguagem escrita - vai lá saber se um dia, nos departamentos de língua e literatura inglesas, FarmVille não venha a ser o tema de algumas teses e dissertações, tanto quanto Shakespeare! :P </p>
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<dc:subject>conversação </dc:subject>
<dc:date>2010-01-26T08:12:09-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Crescimento do Twitter é reduzido. E sua influência?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/crescimento_do_twitter_e_reduzido_e_sua_influencia.html</link>
<description>Dados recentes divulgados pela HubSpot mostram que o ritmo de crescimento do Twitter decresceu bastante ao redor do mundo, coisa que o último relatório do Ibope/Nielsen também demonstrou estar ocorrendo também no Brasil (redução do número de usuários entre o meio do ano e o final). No entanto, o trabalho da HubSpot mostrou que, apesar da redução do número de usuários, os que se mantém na ferramenta estariam mais engajados (usando mais a ferramenta). Outro estudo realizado pela Semantic Hacker também divulgado há alguns dias, trouxe outros dados interessantes sobre o uso da ferramenta. De acordo com ele, a segunda língua mais usada no Twitter hoje é o Português, o que leva a conjectura dos analistas de que o Twitter seja bastante popular no Brasil, mais do que no restante da América Latina. Na verdade, de acordo com o relatório do Ibope/Nielsen, o Twitter é o segundo site de rede social mais visitado do Brasil, atingindo 8,8 milhões de visitas em novembro de 2009 (apesar do decréscimo em relação ao meio do ano). Twitter como Rede de Influenciadores Ou seja, pelos dados divulgados podemos observar que, apesar do Twitter estar reduzindo o ritmo de crescimento, ele ainda é uma ferramenta bastante popular (em termos de Internet) no Brasil. Mas o que me parece mais importante salientar é que, apesar dos pesares, o Twitter parece ter um papel fundamental na convergência entre as mídias mais &quot;tradicionais&quot; e a Internet. Todos sabemos que o Twitter tem sido usado por aqui por veículos de comunicação como jornais e revistas para amplificar o alcance de suas matérias, bem como, por jornalistas e trabalhadores de mídia, para angariar informações que possam virar pautas e medir a audiência relativa daquilo que divulgam. No início do ano passado, eu e a Gabriela Zago conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era a busca e a reverberação de informações, mais do que a conversação. Recentemente, outros trabalhos também apontaram essa tendência, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação. Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma uma pequena esfera de influenciadores: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, o &quot;barulho&quot; produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários. Twitter, Convergência e Big Brother No entanto, apesar do Twitter ser popular entre os chamados influenciadores, ele nunca foi uma ferramenta popular para o público geral da Internet brasileira. Para o usuário comum, que deseja utilizar a Rede para lazer e informação, o Twitter ainda é de difícil adoção e retenção, exige uma certa dose de paciência em angariar uma rede de informações que seja relevante e em compreender o funcionamento que nem sempre é compensatória. Assim, muitos que criam contas acabam tornando-se rapidamente inativos no sistema. No entanto, mesmo com a redução do número de acessos, o Twitter parece ter sido levado ao mainstream da convergência midiíatica mais uma vez, através da recente adoção da ferramenta no Big Brother Brasil. A aposta da Globo foi interessante não apenas pela adoção da ferramenta como uma das formas de comunicação entre os participantes e o público, mas igualmente porque uma das participantes parece ter sido escolhida pela sua popularidade (e polêmica) no Twitter. Embora não saibamos exatamente qual será o impacto dessa convergência, o uso do Twitter no Big Brother Brasil parece ser um passo significativo nela. Enquanto a audiência do programa ultrapassa a audiência tradicional da Internet, o uso da ferramenta tende, ao menos a consolidar uma influência na mídia tradicional, enquanto forma de convergência e de amplificação do impacto das informações....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="twitter.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/twitter.jpg" width="143" height="53" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Dados recentes <a href="http://www.hubspot.com/blog/bid/5503/HubSpot-Releases-Third-State-of-the-Twittersphere-Report-SOTwitter?source=BlogTwitter_[HubSpot%20Releases%20Thi]" target=_blank>divulgados pela HubSpot </a> mostram que o ritmo de crescimento do Twitter decresceu bastante ao redor do mundo, coisa que o último relatório do <a href="http://www.ibope.com.br/" target=_blank>Ibope/Nielsen</a> também demonstrou estar ocorrendo também no Brasil (redução do número de usuários entre o meio do ano e o final).  No entanto, o trabalho da HubSpot mostrou que, <strong>apesar da redução do número de usuários, os que se mantém na ferramenta estariam mais engajados (usando mais a ferramenta)</strong>. Outro estudo realizado pela<a href="http://blog.textwise.com/?p=222" target=_blank> Semantic Hacker</a> também divulgado há alguns dias, trouxe outros dados interessantes sobre o uso da ferramenta. De acordo com ele, a <strong>segunda língua mais usada no Twitter hoje é o Português</strong>, o que leva a conjectura dos analistas de que o Twitter seja bastante popular no Brasil, mais do que no restante da América Latina. Na verdade, de acordo com o relatório do <a href="http://www.ibope.com.br/" target=_blank>Ibope/Nielsen</a>, o Twitter é o <strong>segundo site de rede social mais visitado do Brasil, atingindo 8,8 milhões de visitas em novembro de 2009</strong> (apesar do decréscimo em relação ao meio do ano).  
<BR><BR>
<strong>Twitter como Rede de Influenciadores</strong>
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Ou seja, pelos dados divulgados podemos observar que, apesar do Twitter estar reduzindo o ritmo de crescimento, ele ainda é uma ferramenta bastante popular (em termos de Internet) no Brasil. Mas o que me parece mais importante salientar é que, apesar dos pesares, o Twitter parece ter um papel fundamental na convergência entre as mídias mais "tradicionais" e a Internet. Todos sabemos que o Twitter tem sido usado por aqui por veículos de comunicação como jornais e revistas para amplificar o alcance de suas matérias, bem como, por jornalistas e trabalhadores de mídia, para angariar informações que possam virar pautas e medir a audiência relativa daquilo que divulgam.
<BR><BR> 
No início do ano passado, eu e a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago/" target=_blank>Gabriela Zago</a> conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era <strong>a busca e a reverberação de informações</strong>, mais do que a conversação. Recentemente, <a href="http://www.osnumerosdainternet.com.br/70-dos-brasileiros-utilizam-o-twitter-para-ler-noticias/" target=_blank>outros trabalhos também apontaram essa tendência</a>, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação.
<BR><BR>
Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma  <strong>uma pequena esfera de influenciadores</strong>: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, <strong>o "barulho" produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários</strong>. 
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<strong>Twitter, Convergência e Big Brother</strong>
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No entanto, apesar do Twitter ser popular entre os chamados influenciadores, ele <strong>nunca foi uma ferramenta popular para o público geral da Internet brasileira</strong>. Para o usuário comum, que deseja utilizar a Rede para lazer e informação, o Twitter ainda é de difícil adoção e retenção, exige uma certa dose de paciência em angariar uma rede de informações que seja relevante e em compreender o funcionamento que nem sempre é compensatória. Assim, muitos que criam contas acabam tornando-se rapidamente inativos no sistema.
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 No entanto, mesmo com a redução do número de acessos, o Twitter parece ter sido levado ao mainstream da convergência midiíatica mais uma vez, através da recente adoção da ferramenta no <strong>Big Brother Brasil</strong>. A aposta da Globo foi interessante não apenas pela adoção da ferramenta como uma das formas de comunicação entre os participantes e o público, mas igualmente porque uma das participantes parece ter sido escolhida pela sua popularidade (e polêmica) no Twitter. Embora não saibamos exatamente qual será o <strong>impacto dessa convergência</strong>, o uso do Twitter no Big Brother Brasil parece ser um passo significativo nela. Enquanto a audiência do programa ultrapassa a audiência tradicional da Internet, o uso da ferramenta tende, ao menos <strong>a consolidar uma influência na mídia tradicional, enquanto forma de convergência e de amplificação do impacto das informações.</strong>
</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/crescimento_do_twitter_e_reduzido_e_sua_influencia.html#comments" title="Comment on: Crescimento do Twitter é reduzido. E sua influência?">Comentarios (4)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Thiago Almeida on 
jan 22, 2010 12:58 PM) 

Olá Raquel,

Recentemente adicionei o seu blog nos meu feeds e desde então venho acompanhando os seus textos.

Mas este comentário é porque preciso de uma opinião sua, pois um dos fundadores da empresa onde trabalho, aqui na Alemanha recebeu uma intimação da prefeitura da cidade de Mannheim, onde estamos, para que ele desista da conta do Twitter "Mannheim" que foi registrada por ele em 2007 ou ele enfrentará uma ação judicial.

Contactamos advogados, e como não existe precedentes, nenhum pôde afirmar o que pode acontecer.

Nossa idéia então foi consultar a comunidade interessada em mídias sociais em diferentes países para tentar compreender a melhor maneira de agir, porque achamos a atitude deles simplesmente ridícula.

Escrevemos um post no nosso blog sobre isso: http://www.mikogo.com.br/2010/01/22/mannheim-ameaca-processo-para-entrar-no-twitter/ caso você queira saber os detalhes.

Mas nós gostaríamos muito de ouvir uma opinião sua.

Att,
Thiago Almeida
thiago@mikogo.com
http://www.mikogo.com.br/
The Mikogo Team</p>
<p>(<a title="http://www.pensamentobrasilmelhor.blogspot.com" href="http://www.pensamentobrasilmelhor.blogspot.com" rel="nofollow">Blog de Um Brasileiro</a> on 
jan 24, 2010  1:08 AM) 

Olhe bem. Vou expressar uma opinião que certamente não concordará. Acho o twitter um dos instrumentos mais bizarros que já apareceu. Pelo menos da forma que vem sendo usado.
Eu não tenho, mas minha esposa tem. De vez em quando vejo uns comentários. 
-Nossa, meu cabelo tá feio;
- Soltei um pum fedido;
- Hoje fiquei sem beijar na boca;
- Etc, etc, etc.
Enfim, uma ferramenta que, em 80% dos casos, é usado para banalidades e frugalidades. Mais um exercício da falta do que fazer.
Nos 20 % restantes sobram para a imprensa, propagandas, produtos.
Bom texto o seu. Abraços</p>
<p>(<a title="http://www.claravanali.com.br" href="http://www.claravanali.com.br" rel="nofollow">Clara Vanali</a> on 
jan 30, 2010  4:41 PM) 

Olá Raquel, tudo bem?
Meu nome é Clara Vanali, sou jornalista, estou fazendo uma reportagem para a revista VEJA sobre mulheres nas redes sociais. Você pode me passar um contato direto por favor? Obrigada.</p>
<p>(<a title="http://flavors.me/Chiapetta" href="http://flavors.me/Chiapetta" rel="nofollow">André Santos Chiapetta</a> on 
jan 31, 2010 11:19 AM) 

Olá Raquel! Acredito que você expôs no post muita coisa legal sobre o twitter, como o comentário do "blog de um brasileiro" eu acredito que por parte ele tenha razão, já que as pessoas não utilizam a ferramenta como forma de transmitir algo valioso para a comunidade, acaba se tornando algo como um microblog de fato. Podemos refletir sobre isso já que a proposta inicial do twitter era realmente disponibilizar um micro blog, e não uma rede social para pensadores do mundo moderno.
Em relação ao número de pessoas brasileiras que utilizam o serviço, bem, eu acredito que os brasileiros utilizam o twitter de forma mais apaixonada, de forma intensa. Você poderia ter comentado mais sobre o uso das personalidades no twitter por exemplo, já que é uma ferramenta que aproxima os fans de seus idolos, e eu digo isso porque acompanho a carreira de Marcos Mion (que inclusive utilizou o microblog em seu programa de forma que fosse transmitido ao vivo, dando uma arranhada nesse conceito de interatividade, ja podemos imaginar o avanço da TV com as redes sociais, será que daqui um tempo veremos em nossa tela de tv  apenas um quadradinho de programação e o resto com janelas de nossas redes sociais sendo atualizadas constantemente?
abs.:</p>
</description>
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<dc:subject>twitter</dc:subject>
<dc:date>2010-01-20T09:34:45-03:00</dc:date>
</item>

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<title>Colheita Feliz: Social Games como aposta para o Orkut?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/colheita_feliz_social_games_como_aposta_para_o_orkut.html</link>
<description>Nos últimos três meses, o tráfego e a busca pelos jogos no orkut vem ganhando força e jogos como o Colheita Feliz passaram a atingir as redes sociais no sistema de forma abrupta. Apesar de esperar que eses jogos fossem extremamente virais no orkut, fiquei surpresa com a velocidade com que estão espalhando-se pelas redes, e mais ainda, com o próprio buzz gerado pelos usuários - os maiores resposáveis pela promoção dos jogos, que nao apenas vao divulgar esses nas suas timelines, mas igualmente, comentar sobre os jogos em outros sistemas. Basta uma pequena busca em qualquer ferramenta de conversação e lá estão as referências aos jogos no orkut. É particularmente interessante que esses jogos parecem, também, estar redirecionando o trafego e acessos mais continuos para o proprio Orkut. Ao mesmo tempo em que vejo mais e mais pessoas comentando os jogos e logando para jogar, a timeline no sistema passa a trazer mais ações relacionadas a jogos. Como conseqüência, mais usuários jogam e mais o jogo se espalha. O Caso do Colheita Feliz Recentemente, o Colheita Feliz foi tema de uma matéria do Read Write Web , que focou bastante seu rápido crescimento, apontando que o jogo conta, hoje, com mais de 14 milhões de usuários (o que atingiria um percentual altíssimo de usuários do Orkut como um todo). Certamente um dos jogos que mais cresce no Orkut. No entanto, parte do sucesso do jogo não vem necessariamente de sua novidade, mas das ações sociais que pemite. O Colheita Feliz é bastante semelhante a seus primos FarmVille e FarmTown no Facebook, mas apresenta algumas ações que são particularmente relevantes para o usuários brasileiro, sendo a principal delas, o foco nos valores sociais do jogo, uma vez que este prevê estratégias (como, por exemplo, &quot;roubar&quot; as colheitas alheias) que são particularmente divertidas quando executadas em conjunto com a rede social e que aumentam a retenção do jogo (é preciso retornar &quot;logo&quot; para impedir que a fazenda seja &quot;roubada&quot;). Com isso, a viralidade do jogo é maior, pois quanto mais amigos jogam, maiores as chances de diversão &quot;roubando&quot; o alheio. &quot;Meu chefe avisou hoje que, se alguém roubar a colheita dele durante o horário de expediente, vai ser demitido...&quot; Embora o Colheita Feliz seja um primeiro exemplo de um social game que está crescendo com força no Orkut, é um indicativo de uma possível tendência e um possível espaço no mercado para que outros jogos também comecem a aparecer com força. Na esteira do Facebook, o mercado de aplicativos de social games parece estar aquecido, e começando a despontar no Brasil pelo potencial que o Orkut possui. Essa tendência parece relevante não apenas porque representa uma oportunidade interessante - o Orkut parece compreender uma grande quantidade de usuários que está ávida pela experimentação com os jogos - mas igualmente pelo retorno que os aplicativos trazem ao próprio Orkut - mais tráfego e mais retenção para um sistema que vinha sendo &quot;esquecido&quot; pelos usuários. Não sei até que ponto esse retorno pode ser medido, mas tenho a impressão de que tende a ficar bastante representativo, na medida em que novos jogos vão aparecendo e mais usuários são conquistados. É um cenário interessante, que vale a pena acompanhar....</description>
<guid isPermaLink="false">4964@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[Nos últimos três meses, o tráfego e a busca pelos jogos no orkut vem ganhando força e jogos como o <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Application.aspx?appId=999787414856" target=_blank>Colheita Feliz</a> passaram a atingir as redes sociais no sistema de forma abrupta. Apesar de esperar que eses jogos fossem extremamente virais no orkut, fiquei surpresa com a velocidade com que estão espalhando-se pelas redes, e mais ainda, com o próprio buzz gerado pelos usuários - os maiores resposáveis pela promoção dos jogos, que nao apenas vao divulgar esses nas suas timelines, mas igualmente, comentar sobre os jogos em outros sistemas. Basta uma pequena busca em qualquer ferramenta de conversação e lá estão as referências aos jogos no orkut. 
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<img alt="colheita.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/colheita.jpg" width="555" height="85" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
<BR><BR>
É particularmente interessante que esses jogos parecem, também, estar redirecionando o trafego e acessos mais continuos para o proprio Orkut. Ao mesmo tempo em que vejo mais e mais pessoas comentando os jogos e logando para jogar, a timeline no sistema passa a trazer mais ações relacionadas a jogos. Como conseqüência, mais usuários jogam e mais o jogo se espalha.
<BR><BR>
<strong>O Caso do Colheita Feliz</strong>
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 Recentemente, o Colheita Feliz foi tema de <a href="http://readwriteweb.com.br/2010/01/11/colheita-feliz-e-maior-que-o-twitter-no-brasil/" target=_blank>uma matéria do Read Write Web </a>, que focou bastante seu rápido crescimento, apontando que o jogo conta, hoje, com mais de 14 milhões de usuários (o que atingiria um percentual altíssimo de usuários do Orkut como um todo). Certamente um dos jogos que mais cresce no Orkut. No entanto, parte do sucesso do jogo não vem necessariamente de sua novidade, mas das ações sociais que pemite. O Colheita Feliz é bastante semelhante a seus primos FarmVille e FarmTown no Facebook, mas apresenta algumas ações que são particularmente relevantes para o usuários brasileiro, sendo a principal delas, o foco nos valores sociais do jogo, uma vez que este prevê estratégias (como, por exemplo, "roubar" as colheitas alheias) que são particularmente divertidas quando executadas em conjunto com a rede social e que aumentam a retenção do jogo (é preciso retornar "logo" para impedir que a fazenda seja "roubada"). Com isso, a viralidade do jogo é maior, pois quanto mais amigos jogam, maiores as chances de diversão "roubando" o alheio.
<BR><BR><blockquote>
<em>"Meu chefe avisou hoje que, se alguém roubar a colheita dele durante o horário de expediente, vai ser demitido..."</em> </blockquote>
<BR><BR>
Embora o Colheita Feliz seja um primeiro exemplo de um social game que está crescendo com força no Orkut, é um indicativo de uma possível tendência e um possível espaço no mercado para que outros jogos também comecem a aparecer com força. Na esteira do Facebook, o mercado de aplicativos de social games parece estar aquecido, e começando a despontar no Brasil pelo potencial que o Orkut possui.
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<img alt="colheitatrends.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/colheitatrends.jpg" width="448" height="181" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
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Essa tendência parece relevante não apenas porque representa uma oportunidade interessante - o Orkut parece compreender uma grande quantidade de usuários que está ávida pela experimentação com os jogos - mas igualmente pelo retorno que os aplicativos trazem ao próprio Orkut - mais tráfego e mais retenção para um sistema que vinha sendo "esquecido" pelos usuários. Não sei até que ponto esse retorno pode ser medido, mas tenho a impressão de que tende a ficar bastante representativo, na medida em que novos jogos vão aparecendo e mais usuários são conquistados. É um cenário interessante, que vale a pena acompanhar.</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/colheita_feliz_social_games_como_aposta_para_o_orkut.html#comments" title="Comment on: Colheita Feliz: Social Games como aposta para o Orkut?">Comentarios (4)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://ww.letrasdecoradas.blogspot.com" href="http://ww.letrasdecoradas.blogspot.com" rel="nofollow">Rosana Garcez</a> on 
jan 18, 2010  8:40 PM) 

Oiii Raquel,

Concordo contigo plenamente,os jogos foram a tábua de salvação do orkut, que já estava sendo esquecido.É uma maneira de manter viva a chama de uma rede social ainda muito importante.

Um abraço
Rosana</p>
<p>(Itamar on 
jan 19, 2010 12:35 PM) 

Dra., estou na busca por um orientador.
Se tiver tempo para teclar a respeito, me envie um e-mail.
Grato,
Itamar.</p>
<p>(Denise Machado on 
jan 28, 2010  4:11 PM) 

Que legal, nunca tinha olhado por este ângulo. Semestre que vem terei que fazer meu projeto experimental, me dá uma dica acerca da colheita feliz por favor.

bj</p>
<p>(Leonardo de Assis on 
jan 30, 2010  5:13 PM) 

Olá, Raquel sou aluno do curso de psicologia da faculdade Unoeste-SP. Estou pesquisando material para um trabalho que venho escrevendo sobre: toxidade virtual para seus usuários.
Se tiver algum material a respeito agradeço.
Excelente seu blog gostei muito.
</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>social games</dc:subject>
<dc:date>2010-01-14T10:26:17-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Publicações e Performances: A Internet e o Fim da Privacidade</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/publicacoes_e_performances_a_internet_e_o_fim_da_privacidade.html</link>
<description>No final de semana a última grande discussão girou em torno de uma declaração do Mark Zuckerbeg (aka. Facebook) de que a privacidade não é mais um valor da nossa época e de que a norma, agora, é ser público. Embora todos os sites especializados tenham feito da declaração uma manchete, a mim parece que é dizer o óbvio. Mas não apenas com relação aos sites de redes sociais. A própria Internet é a maior representante do fim da privacidade no nosso tempo. Mas exatamente que mudanças a rede trouxe para a privacidade? Mais informações são divulgadas No começo de cada semestre, costumo fazer uma pequena brincadeira com meus alunos: peço a todos que procurem por seus nomes no Google. Raros são aqueles que não encontram referência alguma. Está tudo lá: nome,blogs, fotologs, perfis de redes sociais, concursos feitos, vestibular e etc. Em alguns casos, até informações bastante particulares, como CPF e endereço são possíveis de ser encontrados. A maioria dos alunos fica bastante horrorizado. O grande problema é que diversos tipos de informações que seriam públicas, no mundo offline atingem uma outra dimensão. Porque essas informações, na Internet possuem &quot;buscabilidade&quot; (para copiar um termo da danah boyd referente à capacidade de buscar informações e retornar resultados que é uma características dos sites de rede social) e uma perenidade inimaginável. Resultados de um concurso, por exemplo, que seriam procurados por um ou dois anos, no máximo, e depois esquecidos no mundo offline, ficam ativos para sempre no online. Enquanto perenes na rede, esses resultados podem ser buscados a qualquer momento, por qualquer um. Esse tipo de informação já era pública antes, só não tinha memória, ou seja, não persistia acessível por muito tempo, como acontece hoje. E é claro que assim, essa mudança impacta o nosso sentido de privacidade de forma mais pungente. Performances e Atores Os sites de rede social, é claro, ampliam essa publicização do &quot;eu&quot;. Enquanto os indivíduos começam a publicar seus gostos, seus textos e suas fotografias, a noção de público daquilo que era privado atinge ainda outro patamar. Mas essa noção de público é um pouco diferente daquela apontada pelas informações que circulam na rede. Aquilo que é colocado público num site de rede social, num blog ou fotolog é sempre performático. Ou seja, não somos quem apresentamos ser nesses sites. Ao contrário, sites de redes sociais são como palcos, onde usamos maquiagem, representamos papéis e exacerbamos lados de nossas personalidades ou de nossos &quot;eus&quot; que não constituem a sua completude. Apresentamos ali fragmentos, pedaços, reflexos. Somos atores, a partir da perspectiva de Goffman. Isso porque, nesses sites, somos também interagentes, seres comunicacionais, que estão diante de uma platéia, de um grupo e temos (em maior ou menor grau) a consciência dessa exposição. Mais do que isso, nos sites de rede social temos algum controle sobre os tipos de informações que divulgamos. De uma certa forma, isso permite que as pessoas divulguem mais aquelas informações que consideram positivas a respeito de si ou que esperam que cause algum impacto na rede, ou seja, permite que as pessoas realizem performances. Além disso, como a Internet complexifica as redes sociais, essas informações circulam mais, atingindo mais gente e aumentando a exposição dos atores. Publicações e Performances Meu ponto é, portanto, que temos dois tipos diferentes de publicização do eu e de informações que são publicadas na Internet que modificam as nossas visões de privacidade. O primeiro tipo, que chamarei aqui de publicações, é daquelas informações sobre as quais não temos controle, como aquelas divulgadas por órgãos públicos e privados. O segundo tipo é relacionado àquelas informações sobre as quais temos controle e modificamos de acordo com nossas percepções, que são aquelas difundidas em sites de rede social e afins. São as performances. Nos dois casos, a tecnologia tem um papel fundamental, pois mantém vivas as informações, tornando-as acessíveis e buscáveis. A Internet representa, portanto, um passo de modificação nos hábitos cotidianos das pessoas. E essa modificação está essencialmente atada à mudança de perspectiva das informações colocadas públicas e publicadas. E de uma certa forma, essa mudança tende a refletir-se também nos hábitos das pessoas, e em novas formas de apropriação que salientem mais os aspectos privados do eu. Ou seja, a conseqüência é que as pessoas criem formas diferentes de performance, para lidar com a redução da privacidade. De qualquer forma, publicações e performances tendem a impactar de forma diferente as noções de privacidade dos indivíduos. E tendem, também, a gerar práticas sociais e apropriações diferentes, que merecem ser investigadas. Um bom trabalho para uma pesquisa futura. :-)...</description>
<guid isPermaLink="false">4962@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="avatares.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/avatares.jpg" width="164" height="162" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />No final de semana a última grande discussão girou <a href="http://mashable.com/2010/01/10/facebook-founder-on-privacy/" target=_blank>em torno de uma declaração do Mark Zuckerbeg</a> (aka. Facebook) de que a privacidade não é mais um valor da nossa época e de que a norma, agora, é ser público. Embora todos os sites especializados tenham feito da declaração uma manchete, a mim parece que é dizer o óbvio. Mas não apenas com relação aos sites de redes sociais. A própria Internet é a maior representante do fim da privacidade no nosso tempo. Mas exatamente que mudanças a rede trouxe para a privacidade?
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<strong>Mais informações são divulgadas</strong>
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No começo de cada semestre, costumo fazer uma pequena brincadeira com meus alunos: peço a todos que procurem por seus nomes no Google. Raros são aqueles que não encontram referência alguma. Está tudo lá: nome,blogs, fotologs, perfis de redes sociais, concursos feitos, vestibular e etc. Em alguns casos, até informações bastante particulares, como CPF  e endereço são possíveis de ser encontrados. A maioria dos alunos fica bastante horrorizado. O grande problema é que diversos tipos de informações que seriam públicas, <strong>no mundo offline atingem uma outra dimensão</strong>. Porque essas informações, na Internet possuem <strong>"buscabilidade"</strong> (para copiar um termo da <a href="http://www.zephoria.org/thoughts/" target=_blank>danah boyd</a> referente à capacidade de buscar informações e retornar resultados que é uma características dos sites de rede social) e uma <strong>perenidade</strong> inimaginável. Resultados de um concurso, por exemplo, que seriam procurados por um ou dois anos, no máximo, e depois esquecidos no mundo offline, ficam ativos para sempre no online. Enquanto perenes na rede, esses resultados podem ser buscados a qualquer momento, por qualquer um. Esse tipo de informação já era pública antes, só não tinha memória, ou seja, não persistia acessível por muito tempo, como acontece hoje. E é claro que assim, essa mudança impacta o nosso sentido de privacidade de forma mais pungente.
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<strong>Performances e Atores</strong>
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Os sites de rede social, é claro, <strong>ampliam essa publicização do "eu"</strong>. Enquanto os indivíduos começam a publicar seus gostos, seus textos e suas fotografias, a noção de público daquilo que era privado atinge ainda outro patamar. Mas essa noção de público <strong>é um pouco diferente</strong> daquela apontada pelas informações que circulam na rede. Aquilo que é colocado público num site de rede social, num blog ou fotolog é sempre <strong>performático</strong>. Ou seja, não somos quem apresentamos ser nesses sites. Ao contrário, <strong>sites de redes sociais são como palcos, onde usamos maquiagem, representamos papéis e exacerbamos lados de nossas personalidades ou de nossos "eus" que não constituem a sua completude</strong>. Apresentamos ali fragmentos, pedaços, reflexos. Somos atores, a partir da perspectiva de Goffman. Isso porque, nesses sites, somos também interagentes, seres comunicacionais, que estão diante de uma platéia, de um grupo e temos (em maior ou menor grau) <strong>a consciência dessa exposição</strong>. Mais do que isso, nos sites de rede social temos <strong>algum controle</strong> sobre os tipos de informações que divulgamos. De uma certa forma, isso permite que as pessoas divulguem mais aquelas informações que consideram positivas a respeito de si ou que esperam que cause algum impacto na rede, ou seja, permite que as pessoas realizem performances. Além disso, como a Internet complexifica as redes sociais, essas informações circulam mais, atingindo mais gente e <strong>aumentando a exposição </strong>dos atores.
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<strong>Publicações e Performances</strong>
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Meu ponto é, portanto, que temos <strong>dois tipos diferentes</strong> de publicização do eu e de informações que são publicadas na Internet que modificam as nossas visões de privacidade. O primeiro tipo, que chamarei aqui de <strong>publicações</strong>,  é daquelas informações sobre as quais não temos controle, como aquelas divulgadas por órgãos públicos e privados. O segundo tipo é relacionado àquelas informações sobre as quais temos controle e modificamos de acordo com nossas percepções, que são aquelas difundidas em sites de rede social e afins. São as <strong>performances</strong>. Nos dois casos, a tecnologia tem um papel fundamental, pois mantém vivas as informações, tornando-as acessíveis e buscáveis. 
<BR><BR>
A Internet representa, portanto, um passo de modificação nos hábitos cotidianos das pessoas. E essa modificação está essencialmente atada à mudança de perspectiva das informações colocadas públicas e publicadas. E de uma certa forma, essa mudança tende a refletir-se também nos hábitos das pessoas, e em novas formas de apropriação que salientem mais os aspectos privados do eu. Ou seja, a conseqüência é que as pessoas criem formas diferentes de performance, para lidar com a redução da privacidade. De qualquer forma, publicações e performances tendem a impactar de forma diferente as noções de privacidade dos indivíduos. E tendem, também, a gerar práticas sociais e apropriações diferentes, que merecem ser investigadas. Um bom trabalho para uma pesquisa futura. :-)</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/publicacoes_e_performances_a_internet_e_o_fim_da_privacidade.html#comments" title="Comment on: Publicações e Performances: A Internet e o Fim da Privacidade">Comentarios (9)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Alfredo Mergulhão on 
jan 11, 2010  9:50 AM) 

Oi Raquel. Vou usar este espaço não para comentar o post, mas para pedir uma orientação. É o seguinte: comprei e li seu livro "Redes sociais na internet" e estou interessado em aprofundar a leitura sobre capital social. Na obra, você cita Bourdieu (pág. 46) e na bibliografia diz que o texto está disponível na sua página na internet. Eu gostaria de localizar este texto, porque ainda não achei. O link que está nas referências bibliográficas do livro aparece como inexistente. Gostaria também que indicasse as leituras mais apropriadas para um principiante neste tema. Aguardo um retorno. Parabéns pelo trabalho. </p>
<p>(<a title="http://discursocitado.blogspot.com" href="http://discursocitado.blogspot.com" rel="nofollow">Lilian Starobinas</a> on 
jan 11, 2010 10:00 AM) 

Olá Raquel, feliz 2010.
Gostei do post. Algumas idéias que me ocorrem:
1 - a idéia do performático, da "maquiagem" que usamos no "palco da internet", pode ser aplicada também a nossa presença fora dela, correto? certo, há peculiaridades nessa performance mediada da Rede, mas me parece ilusório contrapor a "artificialidade+parcialidade" das identidades na Rede à "completude+integralidade" das identidades sociais diretas. Temos também nossos papéis e nossas máscaras em cada situação social, não é? E tem gente que temos a impressão que não alcançamos nunca algo que está mais além da máscara...
2. No caso da Rede, torna-se mais complexo o jogo do "como me mostro" e "como outros jogam com minhas demonstrações". De novo, isso ocorre também na comunidade de átomos... Se eu me mostro "performática" demais, outros podem usar minha fala, minhas fotos, para fazer repercutir um efeito contrário ao da minha intenção. Assim, mesmo que seja possível selecionar as imagens - e nem sempre é - e medir as palavras, a forma como isso entrará na Rede escapa às nossas mãos. Idem na comunidade presencial, mas a reversão desse jogo, na Rede, talvez seja mais trabalhosa...
abços
Lilian</p>
<p>(<a title="http://www.pontomidia.com.br/raquel" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel" rel="nofollow">raquel</a> on 
jan 11, 2010 10:20 AM) 

Oi Lilian!

Acho que tens total razão, claro. Eu escrevi em algum lugar sobre isso já, mas a idéia é que a performance na Internet te dá mais controle sobre as informações que são construídas pelos interagentes. Num sentido mais Goffman, as impressões percebidas são reduzidas no sentido em que temos mais controle sobre aquilo que expomos, o que não acontece numa interação offline, quando mesmo, apesar da performance, deixamos uma série de outras impressões que são observadas pelo outro interagente no processo. Sobre a performance exagerada, concordo também. Acho que é interessante também observar esse "exagero" como uma resposta ao novo contexto, que é exacerbado na rede. :D

Bj</p>
<p>(Rafa on 
jan 11, 2010 11:54 AM) 

Oi Raquel e demais, tudo bem?
Já tinha muito tempo que não comentava no blog, mas agora tenho acompanhado-o c/ mais frequência, vou tentar participar um pouco mais.

Também escrevi sobre a representação em redes sociais no meu Mestrado e concordo em grande medida c/ Raquel e Lilian. Só gostaria de "puxar" um outro fio de debate que acho bem relevante nessa temática. Boa parte da informação disponível sobre cada um de nós na Internet (seja nas redes sociais ou em outras pgs./sistemas) só são publicadas devido a uma prévia autorização do autor, que está ou nos termos de uso de determinado serviço ou na aceitação dessa condição, previamente informada (como no exemplo das informações sobre concursos, quando os prestamos). Só acho relevante dizer que a exposição da vida privada na Internet é, em grande medida, consentida por cada um. Acho que uma discussão que cabe (e que Raquel lembrou) é a da necessidade das pessoas saberem se colocar num contexto onde uma pequena autorização de liberação de informação pode dar visibilidade mundial a alguns dados. 
Abraços.</p>
<p>(<a title="http://discursocitado.blogspot.com" href="http://discursocitado.blogspot.com" rel="nofollow">Lilian Starobinas</a> on 
jan 11, 2010  2:01 PM) 

Olás de novo,
Rafa, qual é o teu mestrado, gostaria de conhecer...
Concordo que há uma participação de cada um na esfera do consentimento, mas há também um espaço que ainda é pouco resolvido, que é o do não autorizado.
Dou um exemplo: tem gente que sobre as diversas fotos que tirou num evento no Facebook. De maneira geral, não sai por aí pedindo licença para quem aparece nas imagens. Em uma situação, comentei com quem subiu as fotos que valeria à pena pelos menos escolher as melhores - em várias havia pessoas de olhos fechados, enfim, fotos que elas mesmas não subiriam.
Independente de haver uma intenção ruim, a alimentação da tua imagem na Rede vai mais além da tua própria atuação.
Nesse sentido, sem juízo de valor, o Zuckerman está certo em relembrar que privacidade é um valor que está em declínio...
abços</p>
<p>(<a title="http://www.gutierrez.pro.br" href="http://www.gutierrez.pro.br" rel="nofollow">Suzana Gutierrez</a> on 
jan 11, 2010  2:46 PM) 

Oi pessoal! :)
A conversa me chamou aqui :)
Vou tentar por alguma coisa além do que vocês já trouxeram.
Independente das performances on e offline, existe uma tendência de nos repetirmos e nos encontrarmos conosco mesmo em nossos personagens.

O alcance dado pela rede em termos de buscabilidade, perenidade e disseminação da informação, torna difícil o controle das informações postadas por terceiros.

Realmente a privacidade tende a diminuir quanto mais pervasivos e popularizados forem os meios.

abraços!</p>
<p>(<a title="http://memedecarbono.com.br" href="http://memedecarbono.com.br" rel="nofollow">Roney Belhassof</a> on 
jan 11, 2010  3:42 PM) 

Concordo plenamente que a nossa cultura está buscando um tipo de intimidade pública e isso vem de bem antes da Internet.

Ia falar sobre o aspecto performático ou de máscaras (e isso me lembra de um conto infantil onde, de tanto usar máscaras uma pessoa já não sabe mais qual é seu verdadeiro rosto), mas a Starobinas e vc já falaram quase tudo que eu tinha a sugerir.

Acrescento apenas que, se online fica mais fácil controlar nossa performance, por outro lado fica mais difícil evitar que nos conheçam através de outros ou até mesmo de manifestações descuidadas nossas. Não chega a compensar a falta da expressão corporal e dos olhares, mas merece estudo.

Quando a essa tendência de acabar com a intimidade creio duas coisas.

A primeira é que isso é um impulso memético ou cultural que está além das nossas forças e será inevitável.

A segunda é que acredito que novas formas de intimidade vão sendo criadas pois sempre há facetas nossas que reservamos a poucos irmãos de alma (adoro essa imagem celta) e até a nós mesmos.</p>
<p>(Mariana on 
jan 11, 2010  8:14 PM) 

Oi, Raquel.
Não sou da área de humanas, só uma curiosa no assunto. Desculpe se der bola fora. Mas, vc não acha que essa coisa toda de privacidade NÃO É uma preocupação genuína dos internautas brasileiros?
Minha irmã leu um livro de um antropólogo, acho que era Roberto da Mata o nome, e me disse que era sobre "a dificuldade de ficar sozinho no Brasil", ou seja, sobre falta de privacidade nas relações sociais. A partir desse dia fiquei mais atenta sobre o assunto. Mas, você não acha que é até meio óbvio que, se alguém não quer algo divulgado, ela deveria começar por não divulgar aquilo? Tento mesmo entender essa noção de privacidade, mas... não vejo lógica em tanta preocupação. Se eu não falar de mim, não tem como os outros saberem. Ou tem?

(Será que a internet está brasilizando as noções de privacidade? rs.)</p>
<p>(Rafa on 
jan 12, 2010 12:30 AM) 

Olá Lilian e demais, 
Minha dissertação está disponível no http://www.fafich.ufmg.br/gris/biblioteca/teses/no-orkut-pelo-pearl-jam.pdf/view . 
Eu concordo c/ vc, aliás, concordo muito. Só levantei aquela bola porque a gente não pode esquecer que há também uma dimensão individual na publicação de informações que é tão importante quanto a social. Como o Elias escreveu em "A sociedade dos indivíduos", somos naturais e sociais na mesma medida. Não dá p/ não esquecer a importância da esfera social da vida, mas não podemos também negligenciar a nossa dimensão individual.
Quanto ao valor privacidade estar em declínio... Não sei, precisaria pensar um pouco mais nessa passagem do Zuckerman mas, à primeira vista, arriscaria dizer que não acho que é o valor em si que está em declínio, mas sim o seu "excesso" ou não há uma exacerbação dessa privacidade. Porém, teria que pensar melhor sobre essa questão...
Abraços.</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>redes sociais</dc:subject>
<dc:date>2010-01-11T08:17:39-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Twitter: Relevante ou não em 2010?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/twitter_relevante_ou_nao_em_2010.html</link>
<description>Conversando com alguns pesquisadores, sempre caímos um pouco no debate a respeito do Twitter e de sua relevância ou não. Primeiro porque, ao contrário do que se esperava,o crescimento da ferramenta, que foi estremamente significativo no início, reduziu e estabilizou no final de 2009. Segundo porque muitos apontam essa estagnação como um indicativo da saturação do uso do próprio Twitter, que estaria perdendo relevância no cenário atual. Inicialmente, acho que o Twitter não é, em seu formato atual, uma ferramenta de massa para a população internauta. Ele gera, sim, muito buzz. Ou seja, o Twitter é usado por um número reduzido de pessoas, mas impacta bastante nas demais redes sociais, mas em si, não é uma ferramenta com uma adoção significativa. Ele é adotado, primeiro, pelo o potencial informativo que já discuti a exaustão aqui e, depois, pela ilusão da aproximação das redes no sistema. O que quero dizer com isso? Um dos itens que guiou parte do crescimento do Twitter foi a sua adoção pelas celebridades que, com milhares de seguidores, passam a construir, redes unilaterais, que constróem uma ilusão de proximidade (ou de bilateralidade das conexões e, por conseguinte, de laço social). Como a ferramenta permite que você siga quem desejar (a menos que a conta seja privada), isso permite que os atores sigam outros atores sem que isso precise acontecer de forma recíproca (como na maior parte dos demais sites de rede social). Com isso, cada celebridade tem uma audiência direta, que está ilusoriamente &quot;próxima&quot; dela, mas de quem a celebridade não tem o menor conhecimento. Vemos isso com força no surgimento de trending topics relacionados a bandas adolescentes (como os tópicos de parabenizações nos aniversários dos membros do Jonas Brothers), por exemplo. Esses dois fatores seriam aqueles principais motivadores, do meu ponto de vista, para o crescimento do Twitter em 2009. Mas não são suficientes para tornar a adoção da ferramenta massiva em 2010. Embora esses usos tenham seu valor, ainda são extremamente específicos. O desafio da retenção e do crescimento permanece para o Twitter. A maior parte das pessoas que adota a ferramenta não consegue perceber valores imediatos no seu uso e, assim, não retorna. Além disso, o Twitter também encontra dificuldades de retenção porque não consegue reduzir o número de spammers e de ruído em seu sistema, o que acaba desestimulando o uso (muita informação/dificuldade de filtrar a informação relevante). Outro fator que desestimula a retenção é o próprio uso pelas celebridades, que quando reduzido (privacidade e cansaço), reduz também aquele das redes de fãs. O grande desafio do Twitter, assim, não é apenas expandir sua base de usuários, mas criar novas apropriações que possam aumentar a sua retenção de usuários, para depois passar a criar valores novos. A ferramenta precisa, sim, inovar para voltar a crescer em 2010 e manter sua relevância, sem perder espaço para as ferramentas novas/renovadas que virão a surgir. Vejam, não acho que o Twitter se tornou ou se tornará, a curto prazo, irrelevante. Acho só que está diante de um desafio importante, que pode construir seu futuro ou destruí-lo....</description>
<guid isPermaLink="false">4960@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="twitter_bird.gif" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/twitter_bird.gif" width="250" height="157" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Conversando com alguns pesquisadores, sempre caímos um pouco no debate a respeito do Twitter e de sua relevância ou não. Primeiro porque, ao contrário do que se esperava,<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/12/21/twitter-quebra-barreira-dos-entusiastas-e-atinge-uso-em-massa-em-2009/" target=_blank>o crescimento da ferramenta, que foi estremamente significativo no início, reduziu e estabilizou no final de 2009</a>. Segundo porque muitos apontam essa estagnação como um indicativo da saturação do uso do próprio Twitter, que estaria perdendo relevância no cenário atual.
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Inicialmente, acho que o Twitter não é, em seu formato atual, uma <strong>ferramenta de massa</strong> para a população internauta. Ele gera, sim, <strong>muito buzz</strong>. Ou seja, o Twitter é usado por um número reduzido de pessoas, mas impacta bastante nas demais redes sociais, mas em si, não é uma ferramenta com uma adoção significativa. Ele é adotado, primeiro, pelo o potencial informativo que já discuti a exaustão aqui e, depois, pela ilusão da aproximação das redes no sistema. O que quero dizer com isso? Um dos itens que guiou parte do crescimento do Twitter foi a sua adoção pelas celebridades que, com milhares de seguidores, passam a construir, redes unilaterais, que constróem uma ilusão de proximidade (ou de bilateralidade das conexões e, por conseguinte, de laço social). Como a ferramenta permite que você siga quem desejar (a menos que a conta seja privada), isso permite que os atores sigam outros atores sem que isso precise acontecer de forma recíproca (como na maior parte dos demais sites de rede social). Com isso, cada celebridade tem uma audiência direta, que está ilusoriamente "próxima" dela, mas de quem a celebridade não tem o menor conhecimento. Vemos isso com força no surgimento de <em>trending topics</em> relacionados a bandas adolescentes (como os tópicos de parabenizações nos aniversários dos membros do Jonas Brothers), por exemplo.  Esses dois fatores seriam aqueles <strong>principais motivadores</strong>, do meu ponto de vista, para o <strong>crescimento do Twitter em 2009</strong>. Mas <strong>não são suficientes</strong> para <strong>tornar a adoção da ferramenta massiva em 2010.</strong>
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Embora esses usos tenham seu valor, ainda são extremamente específicos. <strong>O desafio da retenção e do crescimento permanece para o Twitter.</strong> A maior parte das pessoas que adota a ferramenta não consegue perceber valores imediatos no seu uso e, assim, não retorna. Além disso, o Twitter também encontra dificuldades de retenção porque não consegue <strong>reduzir o número de spammers e de ruído </strong>em seu sistema, o que acaba desestimulando o uso (muita informação/dificuldade de filtrar a informação relevante). Outro fator que desestimula a retenção é o próprio uso pelas celebridades, que quando reduzido (privacidade e cansaço), reduz também aquele das redes de fãs.  O grande desafio do Twitter, assim, não é apenas expandir sua base de usuários, mas criar <strong>novas apropriações</strong> que possam aumentar a sua retenção de usuários, para depois passar a criar valores novos. A ferramenta precisa, sim, inovar para voltar a crescer em 2010 e manter sua relevância, sem perder espaço para as ferramentas novas/renovadas que virão a surgir. Vejam, não acho que o Twitter se tornou ou se tornará, a curto prazo, irrelevante. Acho só que está diante de um desafio importante, que pode construir seu futuro ou destruí-lo.</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/twitter_relevante_ou_nao_em_2010.html#comments" title="Comment on: Twitter: Relevante ou não em 2010?">Comentarios (9)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.antesdahora.com" href="http://www.antesdahora.com" rel="nofollow">Richard</a> on 
jan  5, 2010  4:56 PM) 

A verdade é que se o Twitter quiser ainda ser de massa, terá que investir em aplicativos e outras utilidades. Mas o que pegou mesmo foi a maneira simples dele funcionar, alterando essa caracteristica, a coisa (lê-se Twitter) ficará realmente estranha e complicada.

O primeiro impacto no Twitter é sempre ruim. Um vazio, um monólogo... </p>
<p>(<a title="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" href="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" rel="nofollow">Tatiii Almeida</a> on 
jan  5, 2010  8:29 PM) 

Não acho que isso seja um problema só do twitter, mas de todas as redes sociais.

Com a entrada de muitas redes sociais, e todos participando de todas, iniciou um novo raciocínio sobre a importância de fazer parte de todas elas, e ter basicamente as mesmas redes. Eu já tive várias crises com todas elas.

Eu estou escrevendo um post que resumindo diz que: "As rede sociais nos deram a quantidade para que descobríssemos a qualidade. Não só dos nossos amigos como dos contatos". É relacionamento e informação X Disponibilidade + Interesse.

Quanto a joguinhos, eu testei 2 dentro do twitter, e depois de 3 dias nem lembrava mais que existia. Na real, acho que depois de 1 semana, ninguém mais jogava.

Eu vejo que o twitter de 2 formas: 1º é que ele é alimentado por uma pequena parte, mas que estas informações, são recebidas pelos seguidores, RT e postadas em blogs. / 2º ele é muito usado como a ferramenta perfeita de promoção para o seu site/blog. Eu deixei facebook e orkut para amigos, meu twitter é profissional. Tenho amigos em listas, mas sigo poucos deles. Eu já leio sobre o dia-a-dia deles em outros lugares, não preciso disso no twitter.

Twitter é como um Google Reader, só que a impressão que tenho é que eu consigo ler muito mais informação em menos tempo do que no Reader.

Minha experiência com twitter é muito boa, eu conheci profissionais que falam de coisas que eu gosto de ler, sinto que algumas empresas se interessam em conhecer melhor seus clientes ali, e tentam participar da vida delas, como é o caso do Bourbon Pompéia. Vi os Postos Ale crescerem no twitter. O Twitter é uma rede social segmentada, não vejo ele como de massa, porque ele é um intermediário. Ele está antes do blogueiro, das empresas, e mais distante do consumidor. Enfim, eu acho que a mentalidade está mudando, e que todas as redes sociais vão sentir uma diminuição nas redes de relacionamentos. Acho que 2010 vai ser o ano do relacionamento de qualidade. A quantidade vai ser excluída. Vem aí uma mudança de comportamento virtual.

(Desculpe, eu sempre escrevo demais)</p>
<p>(Max on 
jan  5, 2010  9:03 PM) 

Uma palavra: operadoras. Se as operadoras de telefonia celular conseguirem chegar a um bom acordo comercial e liberar de vez o twitter, a "ferramenta" não precisara de mais nada para se tornar uma lenda no que diz respeito a comunicação global instantanea. Se já não o é.</p>
<p>(<a title="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" href="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" rel="nofollow">Tatiii Almeida</a> on 
jan  5, 2010  9:21 PM) 

Max, é uma boa idéia, mas eu não consigo ver eles desistindo do SMS, para ter o twitter. Em compensação, por causa disso, acho que no futuro nem telefone existirá. Todos os celulares serão smarts, e todos os serviços serão via web. Acho que esta idéia de as operadoras se unirem aos serviços web, faz com que elas não sejam deixada de lado futuramente. É uma estratégia de sobrevivência, mais para as operadoras (pensando a longo prazo) do que para o twitter.</p>
<p>(<a title="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" href="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" rel="nofollow">Tatiii Almeida</a> on 
jan  5, 2010  9:37 PM) 

Um detalhe da importância do Twitter. Eu sigo o pessoal da POLVORA, eles mandaram este link, eu conheci o que você escreve, participei. Eu vi seu currículo, vc é fera na área. Se não fosse o twitter, quando eu teria esta conexão? Só precisa que cada um compreenda em que o twitter ajuda na sua vida. É a única rede social que me dá este tipo de oportunidade. Bjs, boa noite.</p>
<p>(<a title="http://www.daniel.com.br" href="http://www.daniel.com.br" rel="nofollow">Daniel</a> on 
jan  5, 2010 11:02 PM) 

Acredito nas segmentações das redes sociais.</p>
<p>(<a title="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" href="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" rel="nofollow">Tatiii Almeida</a> on 
jan  5, 2010 11:06 PM) 

Desculpem, li umas coisas e voltei. Max, a sua idéia já começou a ter pernas.
Li no "UOL televisão" que no BBB 2010 os participantes ganharão celulares Claro via Embratel, para twittar de dentro da casa, a cada 10 minutos.
Esta é a estratégia da TV para reter os internautas. Se o twitter quer ser da massa, este ano ele consegue.
Quanto ao assunto sobre telefones desaparecendo: temos a Google lançando um smart phone, o Nexus. E o Google Voice já está na lista dos 10 serviços/sites que vão bombar em 2010 (segundo IGNOW).
A tecnologia avança rápido demais e os aparelhos estão cada vez mais baratos. Hoje você compra um iphone no Brasil por 700,00, paga o plano só com internet. Só recebe ligação, e se estiver ausente responde depois via web.
As operadoras de telefonia celular devem se tornar "operadoras web", e ser o único caminho para se acessar internet via celular. Ligações convencionais serão complementos, não o produto principal. Aí fica tudo bem para todas as partes.</p>
<p>(<a title="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" href="http://www.tatiiialmeida.blogspot.com" rel="nofollow">Tatiii Almeida</a> on 
jan  7, 2010  7:56 PM) 

Li que Biz Stone afirmou que Twitter não é rede social, mas rede de informação. Conhecendo o objetivo do criador, fica mais fácil responder a pergunta principal. A minha opinião é que o Twitter ainda será muito relevante em 2010 e cada vez mais, porque possibilita troca e conhecimento. </p>
<p>(@sucalmit on 
jan  7, 2010 11:06 PM) 

pessoal - desculpa porem vou escrever em portugues e depois em ingles - caso nao consiga me expressar em portugues...

gostei tanto a conversa aqui e o site de Raquel - os comentarios  - so quero saber... 
cade a pesquisa e os dados para realmente saber como os usuarios aqui no brasil se relacionar com Twitter???
temos os estudos de Ibope / Bullet - que mostram numeros de contas etc porem quero saber quantos pessoas aqui no brasil tem conta e nao Tweet? Qual e a media de Tweets por pessoa que tem uma conta?
OK sorry - now for the english version - im looking for some research into user relationships to Twitter here in Brasil and it seems to be limited - studies in the USA showed 10% of users creating 90% of tweets. With the exception of our own personal anecdote i would love to know if there is some analysis of data which gives more detail on how brasilians relate to and use Twitter...
hope someone can help! 
</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>twitter</dc:subject>
<dc:date>2010-01-05T15:29:30-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Redes Sociais e Tipos de Social Games</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_e_tipos_de_social_games.html</link>
<description>Então, para começar 2010, mais algumas considerações da minha pesquisa atual que eu queria dividir aqui no blog. :-) Como muitos sabem, tenho trabalhado um pouco com jogos e sites de redes sociais e, de uma forma mais específica, focando a retenção e o engajamento desses aplicativos e os impactos na apropriação e nas práticas sociais dos atores e suas redes. Um dos impactos mais significativos dos chamados jogos sociais está na estrutura das próprias redes que envolvem os atores. Tenho observado que tipos diferentes de jogos impactam as redes sociais dos atores de forma diferente. Por exemplo, enquanto alguns jogos parecem estimular a competição entre os laços mais fortes (os &quot;amigos&quot;), outros estimulam os atores a aumentar suas redes, para ampliar seu poder no jogo e a competição torna-se mais forte entre os laços fracos. Isso significa que enquanto alguns jogos vão estimular a ampliação e a complexificação das redes, fazendo com que os atores busquem novos contatos para adquirir vantagens no jogo, outros simplesmente estimulam o contato com os laços já estabelecidos, atuando como uma forma de manter a rede social existente. Enquanto esses últimos focam o capital social de manutenção e de fortalecimento (bonding social capital), os primeiros focam o capital social de conexão (bridging social capital). Exemplos do primeiro tipo são vários: Mafia Wars, Yakuza Lords, Fashion Wars, Band of Heroes e etc. (Facebook). No segundo tipo, estão FarmVille, Pet Society, Cafe World (Facebook), Colheita Feliz, MiniFazenda (Orkut) e etc.. Essa pequena diferença pode ter um impacto interessante. Primeiro, mostra que há valores diferentes que podem ser percebidos nos jogos. Enquanto alguns têm um valor social focado na criação de grupos e construção de hierarquias e de poder, de uma forma mais societária; outros são mais valorizados entre grupos pequenos, na competição como forma de aprofundamento dos laços sociais, de uma forma mais comunitária. Isso significa também que é provável que esses tipos diferentes de jogos estimulem tipos diferentes de monetização e de apropriação. Além disso, também auxilia a elaborar formas mais eficientes para tornar os jogos mais engajantes e com maior retenção. Por exemplo, jogos que focam os laços fracos podem ter menos interação entre os mesmos atores, apesar da rede maior, estimulando mais valores individuais, enquanto jogos que focam os laços mais fortes, podem ter mais interação entre os mesmos atores, estimulando valores mais coletivos. Essa é uma das questões que estou examinando atualmente, procurando entender como esses elementos estão conectados....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="n657253452_693524_2130.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/n657253452_693524_2130.jpg" width="299" height="302" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Então, para começar 2010, mais algumas considerações da minha pesquisa atual que eu queria dividir aqui no blog. :-) Como muitos sabem, tenho trabalhado um pouco com jogos e sites de redes sociais e, de uma forma mais específica, focando a retenção e o engajamento desses aplicativos e os impactos na apropriação e nas práticas sociais dos atores e suas redes.
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Um dos impactos mais significativos dos chamados jogos sociais está na estrutura das próprias redes que envolvem os atores. Tenho observado que <strong>tipos diferentes de jogos impactam as redes sociais dos atores de forma diferente</strong>. Por exemplo, enquanto alguns jogos parecem estimular a competição entre os laços mais fortes (os "amigos"), outros estimulam os atores a aumentar suas redes, para ampliar seu poder no jogo e a competição torna-se mais forte entre os laços fracos. Isso significa que enquanto alguns jogos vão estimular a <strong>ampliação e a complexificação das redes</strong>, fazendo com que os atores busquem novos contatos para adquirir vantagens no jogo, outros simplesmente estimulam o contato com os laços já estabelecidos, atuando como uma forma de <strong>manter a rede social existente</strong>. Enquanto esses últimos focam o capital social de manutenção e de fortalecimento (bonding social capital), os primeiros focam o capital social de conexão (bridging social capital). Exemplos do primeiro tipo são vários: <strong>Mafia Wars</strong>, <strong>Yakuza Lords</strong>, <strong>Fashion Wars</strong>, <strong>Band of Heroes</strong> e etc. (Facebook). No segundo tipo, estão <strong>FarmVille</strong>, <strong>Pet Society</strong>,<strong> Cafe World</strong> (Facebook), <strong>Colheita Feliz</strong>, <strong>MiniFazenda </strong>(Orkut) e etc..
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Essa pequena diferença pode ter um impacto interessante. Primeiro, mostra que há valores diferentes que podem ser percebidos nos jogos. Enquanto alguns têm um valor social focado na criação de grupos e construção de hierarquias e de poder, de uma forma mais societária; outros são mais valorizados entre grupos pequenos, na competição como forma de aprofundamento dos laços sociais, de uma forma mais comunitária. Isso significa também que é provável que esses tipos diferentes de jogos estimulem tipos diferentes de monetização e de apropriação. Além disso, também auxilia a elaborar formas mais eficientes para tornar os jogos mais engajantes e com maior retenção. Por exemplo, jogos que focam os laços fracos podem ter menos interação entre os mesmos atores, apesar da rede maior, estimulando mais valores individuais, enquanto jogos que focam os laços mais fortes, podem ter mais interação entre os mesmos atores, estimulando valores mais coletivos.  Essa é uma das questões que estou examinando atualmente, procurando entender como esses elementos estão conectados.</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_e_tipos_de_social_games.html#comments" title="Comment on: Redes Sociais e Tipos de Social Games">Comentarios (3)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.christophersouza.com.br" href="http://www.christophersouza.com.br" rel="nofollow">Christopher Souza</a> on 
jan  4, 2010  1:04 PM) 

Fato!
Jogo FarmVille no Facebook, que, até o momento, tem sido viciante.
A questão é que, depois que comecei a jogar, tem tanta gente na minha lista de amigos que nem sei quem são e nem como organizá-los (como disse, é preciso ter X "vizinho" para se ter benefícios. E para ser vizinho, tem-se que ser amigo). 
Por um lado é bom, pois realmente aumenta a abrangência da minha rede já que todos - teóricamente - vêem o que posto, mas acaba deturpando o próprio uso do software social, já que não vou me expor tanto sabendo que a maior parte dos meus "amigos" são pessoas desconhecidas...</p>
<p>(<a title="http://twitter.com/cmscotti" href="http://twitter.com/cmscotti" rel="nofollow">Clarice</a> on 
jan  4, 2010  2:48 PM) 

É interessante tb como um jogo pode influenciar outro. Eu comecei a jogar Castle Age, do primeiro tipo, pq vi q lá as pessoas se adicionavam mais, e consequentemente eu ganhei vários vizinhos no farmville, que é do segundo tipo. (e viciei nos dois, mas isso é outra história...) Mas estou realmente me envolvendo mais com os "novos amigos" do CA, há mais comunicação, solidariedade, estratégias conjuntas.

Sobre o comentário do Christopher, acho que as novas configurações de privacidade são bem úteis para evitar esse desconforto.</p>
<p>(Ana Carol on 
jan  5, 2010  3:24 PM) 

Oi, pessoal.

Eu acabei me viciando em jogos dos dois tipos: de um lado, está o Mafia Wars, que encheu minha lista de amigos do Facebook de gente. De outro, Café World e PetVille, nos quais, como a Clarice, também tenho amigos reais (com quem troco mais presentes e faço visitas) e alguns desconhecidos que ficaram mais próximos.

Eu fiz uma lista chamada "amigos mesmo" no Facebook, para poder ler as atualizações apenas de quem realmente me interessa, mas não consegui encontrar no Facebook uma forma de fazer com que meu perfil ficasse disponível apenas para a lista "amigos mesmo".

Passei até por uma situação constrangedora. Por bobeira, coloquei uma foto de uma corrida da qual participei... era uma pose engraçada e não me liguei que estava de bermuda e top, pq é traje comum nas corridas.

Um "amigo" da Máfia, que dizia ser da Índia, me convidou pra fazer sexo virtual no chat do Facebook... quando eu briguei com ele, disse que tinha visto minha foto e achado que tudo bem, vejam vcs!

Deletei o sujeito da Máfia e da lista, claro. Também tirei mais alguns tipos suspeitos... meu perfil está cheio de senhoras norte-americanas hahaahah

bjs, Raquel, e parabéns pelo blog!!!

</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>social games</dc:subject>
<dc:date>2010-01-04T10:45:04-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Center for Society and Cyberstudies</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/center_for_society_and_cyberstudies.html</link>
<description>A convite do Shane Tilton, o diretor do Center for Society and Cyberstudies, agora também sou colaboradora de lá, escrevendo alguns posts sobre minhas pesquisas e participando com ele e mais alguns colegas em vários projetos de pesquisa sobre cibercultura. Além disso, estou participando também do Digital Media and Learning Research Hub e de mais alguns outros projetos paralelos, que deixaram este blog com postagens mais esporádicas neste final de ano. Espero corrigir isso em breve. :-)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[A convite do Shane Tilton, o diretor do <a href="http://www.cyberstudies.org/" target=_blank>Center for Society and Cyberstudies</a>, agora também sou colaboradora de lá, escrevendo alguns posts sobre minhas pesquisas e participando com ele e mais alguns colegas em vários projetos de pesquisa sobre cibercultura. Além disso, estou participando também do <a href="http://dmlcentral.net/" target=_blank>Digital Media and Learning Research Hub</a> e de mais alguns outros projetos paralelos, que deixaram este blog com postagens mais esporádicas neste final de ano. Espero corrigir isso em breve. :-)</p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/center_for_society_and_cyberstudies.html#comments" title="Comment on: Center for Society and Cyberstudies">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.radarsocial.net" href="http://www.radarsocial.net" rel="nofollow">Danilo Moraes</a> on 
dez 30, 2009  8:41 AM) 

Muito bacana Raquel, parabéns! Precisa de voluntários para auxílio em pesquisa? Sou estudante de Comunicação Social com ênfase em Marketing na ESPM-SP, amo a cibercultura e o setor de pesquisa. =)

Att,

Danilo Moraes.</p>
<p>(<a title="http://palavrasecoisas.blogspot.com" href="http://palavrasecoisas.blogspot.com" rel="nofollow">adriamaral</a> on 
dez 30, 2009 12:16 PM) 

Parabéns! Sucesso</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2009-12-30T08:27:59-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Apps aumentando a retenção dos sites de rede social?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/apps_aumentando_a_retencao_dos_sites_de_rede_social.html</link>
<description>Uma das coisas que venho observando na minha pesquisa com aplicativos para sites de redes sociais e social games é que os aplicativos (e os jogos, em geral) têm um efeito interessante nesses sites. De um modo geral, embora as pessoas inicialmente usem sites de redes sociais várias vezes ao dia no início, há um certo desgaste e cansaço com o decorrer do tempo e os logins passam a ser mais esporádicos. Com isso, o MAU e o DAU (retenção) dos sites de rede social tende a se reduzir com o tempo, e sua relevância também. Isso acontece porque o principal fator motivador do uso desses sites é o capital social de manutenção (Ellison, Steinfeld e Lampe, 2007), referente a manter a rede social e auxiliar na manutenção dos laços sociais. Embora a interação também seja relevante, bem como a conversação, elas ainda ocupam um papel menor nesses sites, pois estes mantém a rede social de forma associativa (adiciono as pessoas), sem a necessidade dessa interação. Com o tempo, a quantidade de pessoas a ser adiciona naturalmente se reduz e as pessoas passam a utilizar o site como uma mera &quot;lista de amigos&quot; e um mero &quot;feed social&quot; onde é possível saber o que se passa com amigos e conhecidos. O surgimento dos aplicativos muda esse quadro de forma expressiva. Primeiro porque lança um novo tipo de valor no site de rede social: o lazer. Ao invés do valor social como único relevante, o lazer individual e social passa também a ser um fator motivador para os usuários. Segundo, porque aumenta o interesse das pessoas em conhecer outros aplicativos e consequentemente, aumenta também o acesso a esses sites, aumentando a retenção. Numa das minhas últimas pesquisas, apenas para exemplificar, com um universo de 600 usuários do Facebook, o primeiro uso do sistema foi apontado como sendo aquele dos aplicativos (referente ao lazer) vindo antes mesmo do uso social (conversar com amigos/ver o que se passa com eles/ etc.etc.), que naturalmente se esperaria como sendo o primeiro em um site dessa natureza. O lazer surge aqui como um novo tipo de valor, que decorre não apenas do uso dos aplicativos, mas também da relação desses aplicativos com a rede social. O valor de alguns jogos, por exemplo, não é o jogo em si, mas a competição com a rede (amigos). Esse resultado, que vem aparecendo de forma consistente, parece indicar que os aplicativos levam a uma mudança de hábitos nos sites de rede social, criando novas apropriações que vão dar novo fôlego a esses sites (e provavelmente também prorrogando sua vida útil e complexificando seus valores para os indivíduos). E, de um modo especial, os jogos para esses sites vêm criando uma geração de casual gamers (pessoas que jogam de forma casual, não heavy gamers) que está interessada em se divertir um pouco nos intervalos do trabalho ou horas vagas, mas não deseja um compromisso com a complexidade de um game como o World of Warcraft, por exemplo. Afinal, nunca se ouviu falar tanto em FarmVille, ou mesmo, da Colheita Feliz aqui no Brasil. Uma tendência interessante para ser observada em 2010....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="socialnet.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/socialnet.jpg" width="197" height="158" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Uma das coisas que venho observando na minha pesquisa com aplicativos para sites de redes sociais e social games é que os aplicativos (e os jogos, em geral) têm um efeito interessante nesses sites. De um modo geral, embora as pessoas inicialmente usem sites de redes sociais várias vezes ao dia no início, há um <strong>certo desgaste e cansaço</strong> com o decorrer do tempo e os logins passam a ser mais esporádicos. Com isso, o MAU e o DAU (retenção) dos sites de rede social tende a se reduzir com o tempo, e sua relevância também. Isso acontece porque o principal fator motivador do uso desses sites é o capital social de manutenção (<a href="http://jcmc.indiana.edu/vol12/issue4/ellison.html" target=_blank>Ellison, Steinfeld e Lampe, 2007</a>), referente a manter a rede social e auxiliar na manutenção dos laços sociais. Embora a interação também seja relevante, bem como a conversação, elas ainda ocupam um papel menor nesses sites, pois estes mantém a rede social de <strong>forma associativa</strong> (adiciono as pessoas), sem a necessidade dessa interação. Com o tempo, a quantidade de pessoas a ser adiciona naturalmente se reduz e as pessoas passam a utilizar o site como uma mera "lista de amigos" e um <strong>mero "feed social"</strong> onde é possível saber o que se passa com amigos e conhecidos.
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O surgimento dos aplicativos muda esse quadro de forma expressiva. Primeiro porque lança um <strong>novo tipo de valor</strong> no site de rede social: <strong>o lazer</strong>. Ao invés do <strong>valor social</strong> como único relevante, o lazer individual e social passa também a ser um fator motivador para os usuários. Segundo, porque aumenta o interesse das pessoas em conhecer outros aplicativos e consequentemente, aumenta também o acesso a esses sites, <strong>aumentando a retenção</strong>. Numa das minhas últimas pesquisas, apenas para exemplificar, com um <strong>universo de 600 usuários do Facebook, o primeiro uso do sistema foi apontado como sendo aquele dos aplicativos (referente ao lazer) vindo antes mesmo do uso social (conversar com amigos/ver o que se passa com eles/ etc.etc.)</strong>, que naturalmente se esperaria como sendo o primeiro em um site dessa natureza. O lazer surge aqui como um novo tipo de valor, que decorre não apenas do uso dos aplicativos, mas também da relação desses aplicativos com a rede social. O valor de alguns jogos, por exemplo, não é o jogo em si, mas a competição com a rede (amigos). 
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Esse resultado, que vem aparecendo de forma consistente, parece indicar que os aplicativos levam a uma <strong>mudança de hábitos nos sites de rede social</strong>, criando <strong>novas apropriações</strong> que vão dar novo fôlego a esses sites (e provavelmente também prorrogando sua vida útil e complexificando seus valores para os indivíduos). E, de um modo especial, os jogos para esses sites vêm criando uma geração de casual gamers (pessoas que jogam de forma casual, não heavy gamers) que está interessada em se divertir um pouco nos intervalos do trabalho ou horas vagas, mas não deseja um compromisso com a complexidade de um game como o World of Warcraft, por exemplo. Afinal, nunca se ouviu falar tanto em <a href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=102452128776" target=_blank>FarmVille</a>, ou mesmo, da <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AppInfo.aspx?appId=999787414856" target=_blank>Colheita Feliz</a> aqui no Brasil. Uma tendência interessante para ser observada em 2010.</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/apps_aumentando_a_retencao_dos_sites_de_rede_social.html#comments" title="Comment on: Apps aumentando a retenção dos sites de rede social?">Comentarios (1)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.interney.net/" href="http://www.interney.net/" rel="nofollow">Edney Souza</a> on 
dez 22, 2009  3:58 PM) 

Raquel, já parou pra pensar que cada vez mais os hábitos em redes sociais se aproximam do convívio social offline? Pessoas marcam encontros muitas vezes para jogar juntos, dançar juntos, cantar juntos, não necessariamente conversar. Dessa forma os social games online são a representação digital dos "social games offline".</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2009-12-22T07:19:30-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Os Social Games e o crescimento do Facebook no Brasil</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/os_social_games_e_o_crescimento_do_facebook_no_brasil.html</link>
<description>Recentemente, dados publicados pelo Inside Facebook mostraram que o site de rede social tem crescido consistentemente na América Latina e, de um modo especial, no Brasil. Apesar de ainda minoritário por aqui e longe de atingir o público do Orkut, o Facebook teria crescido, apenas em outubro, 33,56% no Brasil. Ou seja, apesar de deter um percentual total insignificante de usuários em relação à população internauta, o Brasil foi o país da América Latina que apresentou o maior crescimento percentual total no site. Minha primeira hipótese para esse crescimento foi diretamente relacionada aos aplicativos, que começam a tornar-se mais populares (e, de um modo especial, os jogos). Pesquisando rapidamente no Google Trends, que mostra o volume de buscas pelo termo na região, vemos que, no Brasil, a atenção ao Facebook parece realmente ter aumentado nos últimos meses, de forma proporcional ao crescimento divulgado. Fato bastante curioso, a atenção que o Facebook vem recebendo é bastante desproporcional em relação à atenção que o Orkut, por exemplo, tem recebido da mídia. No entanto, não se nota um pico significativo de matérias que poderia explicar o aumento da atenção do site nos últimos meses. Então a que se deve esse aumento? Minha hipótese: Social Games Essa matéria da Folha online, que traz dados divulgados pelo Ibope parece ir na direção da minha hipótese. De acordo com a matéria, o Mafia Wars e o FarmVille, dois dos jogos mais conhecidos do Facebook pelos brasileiros, acumularam, só em outubro, 456 mil e 608 mil visitas no País, ou seja, respectivamente 26% e 35% do total da audiência do Facebook. Se procurarmos mais uma vez no Google Trends, veremos que parece haver uma relação, pois realmente há um aumento considerável das buscas pelo termos &quot;FarmVille&quot; e &quot;Mafia Wars&quot; no Brasil a partir de setembro de 2009. Alguns resultados da minha pesquisa sobre Social Games Em uma pesquisa recente, onde estou trabalhando, com usuários do Facebook no Brasil e jogos, percebi dados semelhantes que reforçam essa percepção. Em uma amostra de cerca de 250 respondentes de uma survey, a maioria de usuários que entraram no Facebook há menos de um ano, 26% deles apontaram para os aplicativos como principal motivação para aderir ao Facebook. Além disso, os jogos parecem estar também funcionando como fator de engajamento, tornando os usuários mais ativos na ferramenta. 86% dos respondentes afirmaram que seu elemento favorito no site são os jogos. Finalmente, da lista de jogos mais populares apresentada pelo Inside Social Games para novembro, os jogos mais conhecidos pelos respondentes foram, respectivamente o FarmVille considerado o melhor jogo pela maioria, o Mafia Wars e o Cafe World. Os jogos em flash parecem ser realmente os primeiros a se popularizar por aqui (FarmVille e Cafe World), principalmente porque não é exigido um profundo conhecimento do inglês para jogar e pelo amplo recurso visual. Já outros jogos mais elaborados, como os RPGs estilo Mafia Wars, Band of Heroes e etc., por serem bastante baseados em texto, necessitam de uma integração lingüística melhor, ou o jogo perde parte da graça. Esses dados parecem apontar para a hipótese de que a atenção em cima do Facebook vem crescendo, principalmente por conta dos aplicativos oferecidos e, de um modo especial, dos jogos. Com isso, o número de acessos à ferramenta também cresce e os aplicativos se popularizam. Embora o Orkut também ofereça vários aplicativos e vários jogos (pretendo escrever sobre isso em breve), não são tão famosos quanto aqueles do Facebook e sua interface é bastante complicada e lenta, além do próprio uso do Orkut não facilitar a propagação deles (o sistema complicadíssimo de buscas separadas do novo Orkut, por exemplo, reduz bastante a atenção e a busca pelos aplicativos). De qualquer modo, esse post é apenas para jogar um pouco a discussão para os leitores, uma vez que esses dados todos são apenas iniciais. Caso essas hipóteses sejam confirmadas, poderiam indicar a presença de um mercado mais amplo para social games no Brasil e na própria América Latina, bastante inexplorado por questões lingüísticas e de suporte....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Recentemente, <a href="http://www.insidefacebook.com/2009/11/20/facebook-growth-increases-in-latin-america-argentina-now-largest-country-in-region/" target=_blank>dados publicados pelo Inside Facebook</a> mostraram que o site de rede social tem crescido consistentemente na América Latina e, de um modo especial, no Brasil. Apesar de ainda minoritário por aqui e longe de atingir o público do Orkut, <strong>o Facebook teria crescido, apenas em outubro, 33,56% no Brasil</strong>. Ou seja, apesar de deter um percentual total insignificante de usuários em relação à população internauta, o Brasil foi o país da América Latina que apresentou o maior crescimento percentual total no site. Minha primeira hipótese para esse crescimento foi diretamente relacionada aos aplicativos, que começam a tornar-se mais populares (e, de um modo especial, os jogos).
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Pesquisando rapidamente no Google Trends, que mostra o volume de buscas pelo termo na região, vemos que, no Brasil, a atenção ao Facebook parece realmente ter aumentado nos últimos meses, de forma proporcional ao crescimento divulgado.
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<img alt="fbbrasil.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/fbbrasil.jpg" width="478" height="244" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
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Fato bastante curioso, a atenção que o Facebook vem recebendo é bastante desproporcional em relação à atenção que o Orkut, por exemplo, tem recebido da mídia. No entanto, não se nota um pico significativo de matérias que poderia explicar o aumento da atenção do site nos últimos meses. Então a que se deve esse aumento?
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<strong>Minha hipótese: Social Games</strong>
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<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u656567.shtml" target=_blank>Essa matéria da Folha online</a>, que traz dados divulgados pelo Ibope parece ir na direção da minha hipótese. De acordo com a matéria, o Mafia Wars e o FarmVille, dois dos jogos mais conhecidos do Facebook pelos brasileiros, acumularam, só em outubro, 456 mil e 608 mil visitas no País, ou seja, respectivamente 26% e 35% do total da audiência do Facebook. Se procurarmos mais uma vez no Google Trends, veremos que parece haver uma relação, pois realmente há um aumento considerável das buscas pelo termos "FarmVille" e "Mafia Wars" no Brasil a partir de setembro de 2009.
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<img alt="mafiafarm.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/mafiafarm.jpg" width="486" height="245" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" />
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<strong>Alguns resultados da minha pesquisa sobre Social Games</strong>
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Em uma pesquisa recente, onde estou trabalhando, com usuários do Facebook no Brasil e jogos, percebi dados semelhantes que reforçam essa percepção. Em uma amostra de cerca de 250 respondentes de uma survey, a maioria de usuários que entraram no Facebook há menos de um ano,  <strong>26%</strong> deles apontaram para <strong>os aplicativos como principal motivação</strong> para aderir ao Facebook. Além disso, os jogos parecem estar também funcionando como <strong>fator de engajamento</strong>, tornando os usuários <strong>mais ativos</strong> na ferramenta.<strong> 86% </strong>dos respondentes afirmaram que <strong>seu elemento favorito no site são os jogos</strong>. Finalmente, da lista de jogos mais populares apresentada pelo <a href="http://www.insidesocialgames.com/category/metrics/" target=_blank>Inside Social Games</a> para novembro, os jogos mais conhecidos pelos respondentes foram, respectivamente o <a href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=102452128776" target=_blank>FarmVille</a> considerado o melhor jogo pela maioria, o <a href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=10979261223" target=_blank>Mafia Wars</a> e o <a href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=101539264719" target=_blank> Cafe World</a>. Os <strong>jogos em flash</strong> parecem ser realmente os primeiros a se popularizar por aqui (FarmVille e Cafe World), principalmente porque não é exigido um profundo conhecimento do inglês para jogar e pelo amplo recurso visual. Já outros jogos mais elaborados, como os RPGs estilo Mafia Wars, <a href="http://apps.facebook.com/bandofheroes/" target=_blank>Band of Heroes</a> e etc., por serem bastante baseados em texto, necessitam de uma integração lingüística melhor, ou o jogo perde parte da graça. 
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Esses dados parecem apontar para a hipótese de que <strong>a atenção em cima do Facebook vem crescendo, principalmente por conta dos aplicativos oferecidos e, de um modo especial, dos jogos</strong>. Com isso, o número de acessos à ferramenta também cresce e os aplicativos se popularizam. Embora o Orkut também ofereça vários aplicativos e vários jogos (pretendo escrever sobre isso em breve), não são tão famosos quanto aqueles do Facebook e sua interface é bastante complicada e lenta, além do próprio uso do Orkut não facilitar a propagação deles (o sistema complicadíssimo de buscas separadas do novo Orkut, por exemplo, reduz bastante a atenção e a busca pelos aplicativos). De qualquer modo, esse post é apenas para jogar um pouco a discussão para os leitores, uma vez que esses dados todos são apenas iniciais. Caso essas hipóteses sejam confirmadas, poderiam indicar a presença de um mercado mais amplo para social games no Brasil e na própria América Latina, bastante inexplorado por questões lingüísticas e de suporte.</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/os_social_games_e_o_crescimento_do_facebook_no_brasil.html#comments" title="Comment on: Os Social Games e o crescimento do Facebook no Brasil">Comentarios (3)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.segundoandar.com.br" href="http://www.segundoandar.com.br" rel="nofollow">Raoni</a> on 
dez  9, 2009  1:12 PM) 

Concordo com você pelo simples fato de ver alunos e professores disputando um Farm Ville em aula e em um outro momento ver um "nego veio" atendente em uma loja de motos brincando com o mesmo game.

Outra fator que considero ser fundamental para o aumento da popularidade do Facebook é o fato de em muitos locais o Orkut ser bloqueado e o Face liberado.
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<p>(João Baptista Lago on 
dez 10, 2009 10:22 PM) 

Oi, Raquel: além do que já comentei aqui a partir de respostas a pontos de interrogação que teus posts deliciosamente fazem brotar, acrescentaria um outro fator, no tocante a FB & games. Estes últimos, além de facilitarem a comunicação entre usuários, servirem de instrumento para a construção, exposição e compartilhamento públicos de suas personas/identidades (por exemplo, através do modo como você decora sua casa virtual em YoVille ou enfeita sua farm, etc.), lhes fornecer um sentido para suas vidas ao demandarem e estabelecerem atos rotineiros que organizam seu tempo e balizam o uso de suas energias, possuírem todo um conteúdo simbólico eficaz na sedução e captura do imaginário,  também exerceriam um efeito poderoso de retenção na plataforma, na medida que intensificam os acessos.

 Você tem que acessar o FB novamente  - e diariamente ou até várias vezes ao dia, conforme o usuário - não apenas para atualizar os games e assim aumentar os ganhos nestes jogos como, além disso, para não perder o que neles já investiu. Isso porque os games mais populares, seguem um mesmo script: a) preparar b) investir, c) se apropriar dos ganhos. 

Você então tem de voltar lá e fazer a colheita para não perdê-la, alimentar os peixinhos ou os pets para que eles não morram, retirar as tortas das assadeiras para que elas não queimem, etc. E, claro, se apropriar dos benefícios. O roteiro em muitos desses games parece ser sempre o mesmo, baseado em recompensas e punições. E, em todos eles, obter ganhos se acessá-los sempre continuamente, ou seja, logar no FB outra vez. Além disso, funcionam de modo a impor obrigações de reciprocidade, como por exemplo mandar outros gifts para quem te enviou e por aí vai. Êta, soft mais sedutor!               </p>
<p>(<a title="http://www.twitter.com/macaia" href="http://www.twitter.com/macaia" rel="nofollow">Francesco</a> on 
dez 13, 2009  5:42 PM) 

Muito boa a conexao facebook = jogos. Alguem poderia pensar que o crescimento do facebook seja dirigida pelo apelo de clase A / internacionalizacao do facebook, mas agora que vejo a sua analise a explicacao dos jogos e' mais convencedora. Obrigado! </p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>facebook</dc:subject>
<dc:date>2009-12-03T09:48:25-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Drops de Segunda - Chamadas de Trabalhos Abertas</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/drops_de_segunda_-_chamadas_de_trabalhos_abertas.html</link>
<description>Vários congressos muito interessantes pipocam suas chamadas de trabalho por essa época. Para quem se interessa pelo assunto das redes sociais na Internet, aí vão as chamadas de trabalhos abertas ou por abrir nos próximos meses (incrivelmente, as chamadas de eventos internacionais quase sempre pegam a época das festas de final de ano e das nossas férias escolares...): # ICWSM 2010 - International Conference on Weblogs e Social Media, que conta com o apoio da AAAI e acontece em maio de 2010, em Washington. O evento, apesar de ter nascido com um foco mais computacional, está sendo diversificado para abranger áreas das ciências sociais e humanas que também focam redes sociais. A chamada de trabalhos dá prazo para envio até o dia 08 de janeiro para papers. Para quem pretende mandar pela primeira vez e nunca participou de eventos da AAAI, recomendo que pegue o template e as normas antes, pois a conferência é bem estrita na observação dessas regras. Finalmente, é um evento para o qual já mandei e tive trabalho aprovado, mas ainda não consegui participar devido ao absurdo custo de inscrição (prepare-se para morrer em mais de 600 dólares, caso tenha o trabalho aceito). Acho que vale a pena, entretanto, especialmente pelo foco metodológico e a interdisciplinariedade proporcionada. # Hypertext 2010 - 21st ACM Conference on Hypertext and Hypermedia. Outra conferência muito interessante, que acontece em junho de 2010 em Toronto. Tem o apoio da ACM, mas também tem o foco computacional mais diluído e interdisciplinar. Tem três tracks - focos - e um deles, para 2010, é o da computação social, que abrange boa parte daquilo que a ICWSM também foca. A chamada de trabalhos dá prazo até 18 de janeiro para papers. Também recomendo que a chamada seja lida com atenção, pois o formato do paper é bastante rígido, especialmente para quem é das ciências sociais e humanas. Já tive oportunidade de participar dessa conferência e recomendo. É pequena, mas a discussão costuma ser muito aprofundada e muito interessante também pelo foco interdisciplinar. # CaTaC 2010 - A Cultural attitudes towards technology and communication Conference tem um foco bem mais sociológico do que as outras duas. Vai acontecer em junho de 2010, em Toronto, com prazo de envio de trabalhos também para 18 de janeiro. O tema da conferência (que acontece a cada dois anos) é &quot;diffusion 2.0: computing, mobility, and the next generations&quot;, com foco específico nas questões das tecnologias da mobilidade. Ainda não tive oportunidade de participar desta conferência, mas já ouvi por muitos colegas que participaram que é fantástica. # Conferências com chamadas de trabalho para abrir provavelmente com prazo até fevereiro: Compós 2010, Internet Research Conference 11.0. Se surgirem outras, dou a dica aqui. :-)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[Vários congressos muito interessantes pipocam suas chamadas de trabalho por essa época. Para quem se interessa pelo assunto das redes sociais na Internet, aí vão as chamadas de trabalhos abertas ou por abrir nos próximos meses (incrivelmente, as chamadas de eventos internacionais quase sempre pegam a época das festas de final de ano e das nossas férias escolares...):
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# <a href="http://www.icwsm.org/2010/index.shtml" target=_blank>ICWSM 2010</a> - International Conference on Weblogs e Social Media, que conta com o apoio da AAAI e acontece em maio de 2010, em Washington. O evento, apesar de ter nascido com um foco mais computacional, está sendo diversificado para abranger áreas das ciências sociais e humanas que também focam redes sociais.  A <a href="http://www.icwsm.org/2010/cfp.shtml" target=_blank>chamada de trabalhos dá prazo para envio até o dia 08 de janeiro para papers</a>. Para quem pretende mandar pela primeira vez e nunca participou de eventos da AAAI, recomendo que pegue o template e as normas antes, pois a conferência é bem estrita na observação dessas regras. Finalmente, é um evento para o qual já mandei e tive trabalho aprovado, mas ainda não consegui participar devido ao absurdo custo de inscrição (prepare-se para morrer em mais de 600 dólares, caso tenha o trabalho aceito). Acho que vale a pena, entretanto, especialmente pelo foco metodológico e a interdisciplinariedade proporcionada.
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# <a href="http://www.ht2010.org/" target=_blank>Hypertext 2010 </a>- 21st ACM Conference on Hypertext and Hypermedia. Outra conferência muito interessante, que acontece em junho de 2010 em Toronto. Tem o apoio da ACM, mas também tem o foco computacional mais diluído e interdisciplinar. Tem três tracks - focos - e um deles, para 2010, é o da computação social, que abrange boa parte daquilo que a ICWSM também foca. <a href="http://www.ht2010.org/Call_For_Papers.html" target=_blank>A chamada de trabalhos dá prazo até 18 de janeiro para papers</a>. Também recomendo que a chamada seja lida com atenção, pois o formato do paper é bastante rígido, especialmente para quem é das ciências sociais e humanas. Já tive oportunidade de participar dessa conferência e recomendo. É pequena, mas a discussão costuma ser muito aprofundada e muito interessante também pelo foco interdisciplinar.
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# <a href="http://www.catacconference.org/" target=_blank>CaTaC 2010</a> -  A Cultural attitudes towards technology and communication Conference tem um foco bem mais sociológico do que as outras duas. Vai acontecer em junho de 2010, em Toronto, com <a href="http://www.catacconference.org/" target=_blank>prazo de envio de trabalhos também para 18 de janeiro</a>. O tema da conferência (que acontece a cada dois anos) é "diffusion 2.0: computing, mobility, and the next generations", com foco específico nas questões das tecnologias da mobilidade. Ainda não tive oportunidade de participar desta conferência, mas já ouvi por muitos colegas que participaram que é fantástica. 
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# Conferências com chamadas de trabalho para abrir provavelmente com prazo até fevereiro: Compós 2010, Internet Research Conference 11.0. Se surgirem outras, dou a dica aqui. :-)</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/drops_de_segunda_-_chamadas_de_trabalhos_abertas.html#comments" title="Comment on: Drops de Segunda - Chamadas de Trabalhos Abertas">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Eduardo Barbato on 
dez  2, 2009  1:21 AM) 

Cara, Raquel

Gostaria de fazer um convite para palestra na empresa, mas preciso dos seus contatos.

Obrigado,

Eduardo</p>
<p>(<a title="http://midiasocialbrasil.blogspot.com" href="http://midiasocialbrasil.blogspot.com" rel="nofollow">arnaldo queiroz ribeiro filho</a> on 
dez  2, 2009 11:43 AM) 

Com certeza um dos melhores usos do twitter são palestras, acompanhei várias esse ano ja que minha cidade Brasilia, não recebe eventos desse tipo ! acho que temos muitos profissionais interessados no assunto mas falta os organizadores verem isto</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>academia</dc:subject>
<dc:date>2009-11-30T08:28:38-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Redes Sociais e os Sites de Redes Sociais</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_e_os_sites_de_redes_sociais.html</link>
<description>Recentemente, tenho desenvolvido uma série de pesquisas focando a apropriação dos sites de redes sociais pelos brasileiros e como as redes sociais são expressas nesses sites. Ou seja, como as conexões que são expressas ali possuem tipos diferentes de capital social e como esses tipos diferentes nos mostram redes sociais que são, evidentemente, também diferentes. Eu pesquisei durante alguns anos o Orkut, o Fotolog e outros sites que já foram populares no Brasil. Depois, discuti um pouco dessas redes no Twitter, que no Brasil tinha um caráter bem informativo em sua apropriação e menos conversacional. Eu e a Gabriela Zago trabalhamos coletando dados para mostrar que essas redes expressas no Twitter são redes diferentes e que expressam o acesso aos diferentes valores expressos na ferramenta. Depois, trabalhei com o Jandré Batista e a Gabriela Zago de novo, focando a apropriação do Plurk e comparando-a com o Twitter, mostrando dois focos diferentes: social e informacional e como esses focos impactam no universo da rede social e da difusão de informações. Ultimamente, tenho tentado observar essas redes em jogos, e de uma forma bem específica, no Facebook, que me chama a atenção pela apropriação na América Latina como um todo. Em algumas das conclusões mais gerais sobre o assunto, tenho observado que a apropriação dessas redes tem uma relação aparentemente intrínseca com os tipos de capital social que são percebidos na ferramenta. Ou seja, uma ferramenta que permite a construção de reputação é apropriada de uma forma, outra que permita a manutenção da rede social é apropriada de outra. Assim, os sites de rede social parecem ser apropriados de forma funcional, ou seja, de forma a serem úteis para os atores sociais não apenas para a manutenção ou ampliação de suas redes sociais offline, mas igualmente para a sua complexificação e obtenção de benefícios. Isso porque a plataforma permite que conexões sociais sejam mantidas com pouco ou nenhum custo para os envolvidos, permitindo que as pessoas criem redes sociais gigantes sem qualquer tipo de interação social, mas ainda, que possam extrair valores dessas redes. Basicamente, isso tudo parece apontar para o fato de que é preciso diversificação nesses sites. Há um custo em entrar, criar uma rede, convidar amigos. E esse custo precisa ser menor que os benefícios percebidos na ferramenta. Assim, novos &quot;orkuts&quot; dificilmente darão certo, pois o custo envolvido para a migração é muito grande em relação ao benefício construído e obtido. E acredito que essa nova onda de transformar tudo em &quot;site de rede social&quot; com perfil e conexões não necessariamente vai dar certo para todos os produtos, pois não há um benefício claro para os usuários. É preciso pensar a apropriação....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Recentemente, tenho desenvolvido uma série de pesquisas focando <strong>a apropriação dos sites de redes sociais pelos brasileiros e como as redes sociais são expressas nesses sites</strong>. Ou seja, como as conexões que são expressas ali possuem tipos diferentes de capital social e como esses tipos diferentes nos mostram redes sociais que são, evidentemente, também diferentes.
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Eu pesquisei durante alguns anos o Orkut, o Fotolog e outros sites que já foram populares no Brasil. Depois, discuti um pouco dessas redes no Twitter, que no Brasil tinha um caráter bem informativo em sua apropriação e menos conversacional. Eu e a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago/" target=_blank>Gabriela Zago</a> trabalhamos coletando dados para mostrar que essas redes expressas no Twitter são redes diferentes e que expressam o acesso aos diferentes valores expressos na ferramenta. Depois, trabalhei com o <strong>Jandré Batista</strong> e a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago/" target=_blank>Gabriela Zago</a> de novo, focando a apropriação do Plurk e comparando-a com o Twitter, mostrando dois focos diferentes: social e informacional e como esses focos impactam no universo da rede social e da difusão de informações. Ultimamente, tenho tentado observar essas redes em jogos, e de uma forma bem específica, no Facebook, que me chama a atenção pela apropriação na América Latina como um todo. 
<BR><BR>
Em algumas das conclusões mais gerais sobre o assunto, tenho observado que a <strong>apropriação dessas redes tem uma relação aparentemente intrínseca com os tipos de capital social</strong> que são percebidos na ferramenta. Ou seja, uma ferramenta que permite a construção de reputação é apropriada de uma forma, outra que permita a manutenção da rede social é apropriada de outra. Assim, os sites de rede social parecem ser apropriados de <strong>forma funcional</strong>, ou seja, de forma a serem <strong>úteis para os atores sociais </strong> não apenas para a manutenção ou ampliação de suas redes sociais offline, mas igualmente para a sua complexificação e obtenção de benefícios. Isso porque a plataforma permite que <strong>conexões sociais sejam mantidas com pouco ou nenhum custo para os envolvidos</strong>, permitindo que as pessoas criem redes sociais gigantes sem qualquer tipo de interação social, mas ainda, que possam extrair valores dessas redes. 
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Basicamente, isso tudo parece apontar para o fato de que é preciso diversificação nesses sites. Há um custo em entrar, criar uma rede, convidar amigos. E esse custo precisa ser menor que os benefícios percebidos na ferramenta. Assim, novos "orkuts" dificilmente darão certo, pois o custo envolvido para a migração é muito grande em relação ao benefício construído e obtido. E acredito que essa nova onda de transformar tudo em "site de rede social" com perfil e conexões não necessariamente vai dar certo para todos os produtos, pois não há um benefício claro para os usuários. É preciso pensar a apropriação. </p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_e_os_sites_de_redes_sociais.html#comments" title="Comment on: Redes Sociais e os Sites de Redes Sociais">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.bymk.com.br" href="http://www.bymk.com.br" rel="nofollow">Flavio Pripas</a> on 
nov 30, 2009  9:56 AM) 

Raquel,
sou um dos criadores do byMK - Rede Social de Moda - e percebemos o que você falou no seu post todos os dias: o custo de entrar em novas redes que apenas oferecem interação entre os atores sociais de forma que possam aumentar a rede de relacionamento (através de "amigos") é muito alto, o que impede novos "orkuts" ou "facebooks" de entrarem no mercado.

Por outro lado, quando a rede oferece algo útil para o ator social esta ganha valor - e isso é o que acontece nas redes de nicho como o byMK, o Livreiro e outras.

Costumo dizer que no Orkut a pessoa encontra desde religião à pornografia. Em redes sociais verticais, a pessoa está num ambiente seguro e moderado, com discussão dentro de um tema específico, com outras pessoas que compartilham aquela afinidade.

A pergunta que fica é: como as redes sociais verticais (de nicho) são enxergadas vis-a-vis as redes sociais horizontais (Orkut, Facebook, etc.) para o futuro?

Parabéns pelos posts,
abraços,
Flavio
</p>
<p>(<a title="http://www.mobmob.com.br" href="http://www.mobmob.com.br" rel="nofollow">Anderson Criativo</a> on 
nov 30, 2009 11:12 AM) 

Olá Raquel, excelente post.

A barreira de entrada para novas redes sociais agora é muito maior do que era há alguns meses. Redes sociais voltadas a nichos ainda terão espaço nos próximos anos, na minha opinião.</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2009-11-30T08:00:25-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Jogos e Redes Sociais: o caso do Mafia Wars</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_e_redes_sociais_o_caso_do_mafia_wars.html</link>
<description>Um dos principais motivos pelos quais tenho interessado-me pelos jogos do Facebook, nos últimos tempos, é o fato de que eles representam redes sociais diferenciadas, com valores e normas intrínsecas que não vi em outras redes. Tenho trabalhado um pouco nos últimos meses na tentativa de compreender as apropriações e práticas desses jogos, que parecem tão diferentes daqueles já estudados na comunidade gamer. Vou falar um pouco dessas observações aqui no blog, e vou começar discutindo um pouco o Mafia Wars, um dos mais populares jogos do Facebook. Os jogos do Facebook seriam uma categoria do que se chama jogo casual. Ou seja, são jogos que naturalmente possuem uma retenção mais baixa, pois são construídos para jogar &quot;nas horas vagas&quot;: são simples e de fácil compreensão e a maior parte deles não prevê um roteiro complicado ou dificuldades mais explícitas. No entanto, há diversas apropriações que mudam essa realidade um pouquinho e que tornam determinados jogos muito fortes e com um impacto social O caso do Mafia Wars O Mafia Wars é um exemplo emblemático dessas questões. O jogo é um pouco mais complicado que a média, com uma série de movimentos possíveis mas, uma vez aprendido, torna-se simples e, inclusive, meio chato. No entanto, é um jogo que tem uma comunidade muito ativa de jogadores, que retornam todos os dias. Pensando nisso, entrevistei alguns usuários e passei um tempo mergulhada no jogo e em suas comunidades há alguns meses. Assim, construí alguns apontamentos a respeito do caso. Heavy Users A força do jogo não está no jogo, mas em sua apropriação social. Boa parte do que faz o MW um jogo forte são as várias &quot;famílias&quot; construídas pelos usuários, que permitem uma série de inovações sociais que não existem no mecanismo do jogo em si. Por exemplo, as famílias declaram &quot;guerra&quot; entre si, possuem códigos de honra e empregos especiais. Dentro de uma família é possível ser um espião, trabalho que não existe no jogo em si. Há famílias com códigos de ética bem fortes, como por exemplo, atacar jogadores com atitudes racistas ou consideradas não de bom tom (mesmo o nome do jogador pode ser um motivo para ataque). Há famílias inimigas, há associadas, há traições, há mafias secretas. Do mesmo modo, dentro das famílias há níveis hierárquicos e grupos de usuários responsáveis por funções específicas. Assim, há recompensas e promoções e toda uma hierarquia que torna o jogo mais interessante, mas que não passa por ele, nem por sua plataforma e nem pelos seus mecanismos. Vejam, portanto, que o jogo vai além do jogo, ou seja, a plataforma do MW é simplesmente um dos variados espaços de representações e construção de capital social criados pelos jogadores, mas há outros. Ou seja, o núcleo da comunidade dos jogadores é responsável pela criação de novas formas de capital social e renovação das mesmas, gerando valores que vão, depois, circular pelas zonas mais periféricas das redes sociais. É claro que toda essa construção fortalece imensamente o fato do jogo ser um RPG (role playing game), criando um mundo de fantasia e de atuação para os jogadores mais comprometidos. E são esses jogadores que acabam sustentando os jogadores mais casuais, seja através de incentivos sociais, seja através da manutenção da circulação de valores no jogo. O Mafia Wars só tem graça se outras pessoas estiverem jogando, desbloqueando reinos e mostrandos para os demais os ítens mais avançados, mantendo o interesse no processo. Redes Sociais Utilitárias Outro elemento interessante é que essas apropriações tornam o jogo mais social, indo além de um jogo individual com competição social. E isso impacta imensamente nas redes sociais que estão explícitas por esses jogadores no Facebook. Por exemplo, uma prática comum é adicionar toda a sua &quot;família&quot; como amiga no FB, apenas para que o jogo a reconheça como parte da sua rede social (os jogos do Facebook automaticamente listam as pessoas da sua rede social como amigos no jogo). Logo depois, os usuários deletam todos esses &quot;amigos&quot;, utilizando a ampliação da rede social simplesmente para aumentar sua força no jogo. Assim, aparecem personagens com 500, 600 amigos no Mafia Wars, mas se constatarmos as redes sociais dos jogadores no Facebook, elas poderão ser bem menores. Deste modo, se mapearmos a rede social do usuário no jogo e fora dele, veremos que há partes imensas que não se sobrepõem. Isso significa que os jogadores estão criando redes sociais diferenciadas para objetivos sociais diferenciados, baseados no capital social percebido. Assim, há redes sociais dentro das redes sociais, com formas específicas de valores e transações. Isso vai tornando o processo de agrupamento social mais utilitário e mais focado em pertencimento e associação. Conversando com os jogadores, todos parecem perceber que essas práticas são construídas como comuns no jogo. Não se espera que um amigo &quot;do jogo&quot; seja também um amigo do Facebook. Muitos, inclusive, criam variados perfis para os variados jogos, como forma de preservar a privacidade do perfil &quot;original&quot;. Outros ainda usam o mesmo perfil, mas sempre com o cuidado de deletar imediatamente os novos amigos, tão logo apareçam na &quot;mafia&quot; do jogo. Ter amigos no jogo é um valor não apenas para as lutas (amigos aumentam o poder de ataque e de defesa), mas igualmente na busca pelos diversos ítens que podem ser colecionados, dados e recebidos e mesmo divididos com os jogadores. Logo, há toda uma série de valores associados ao tamanho da rede social, mas quase nenhum associado à qualidade dela. E isso é bastante diferente daquilo que observamos nas redes sociais offline, onde a qualidade dos laços promove valores importantes. É por isso que os usuários rapidamente criam formas diferenciadas de apropriar o jogo e construir novas redes sociais, que não necessariamente possuem qualquer relação com suas redes offline. É interessante perceber, assim, o caráter mais utilitário desses novos grupos, focados unicamente na apropriação do capital social pelo indivíduo, algo que nas redes offline é muito difícil, pois compreende um custo alto. Estas observações vão na mesma direção de algumas pesquisas e artigos que recentemente publiquei, discutindo o fato de que a Internet permite novas apropriações das estruturas sociais, apropriações estas focadas nos tipos de capital social percebidos em suas diversas ferramentas. (Falei disso em uma pesquisa com a Gabriela Zago sobre o Twitter.) Vou escrever mais sobre essas observações do Mafia Wars nos próximos posts. :-)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="mw.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/mw.jpg" width="171" height="197" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Um dos principais motivos pelos quais tenho interessado-me pelos jogos do Facebook, nos últimos tempos, é o fato de que eles representam <strong>redes sociais diferenciadas, com valores e normas intrínsecas que não vi em outras redes</strong>. Tenho trabalhado um pouco nos últimos meses na tentativa de compreender as <strong>apropriações e práticas desses jogos</strong>, que parecem tão diferentes daqueles já estudados na comunidade <em>gamer</em>. Vou falar um pouco dessas observações aqui no blog, e vou começar discutindo um pouco o <a href="http://www.facebook.com/apps/application.php?id=10979261223" target=_blank>Mafia Wars</a>, um dos mais populares jogos do <a href="http://www.facebook.com" target=_blank>Facebook</a>.
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Os jogos do Facebook seriam uma categoria do que se chama <strong>jogo casual</strong>. Ou seja, são jogos que naturalmente possuem uma <strong>retenção mais baixa</strong>, pois são construídos para jogar "nas horas vagas": são simples e de fácil compreensão e a maior parte deles não prevê um roteiro complicado ou dificuldades mais explícitas. No entanto, há diversas apropriações que mudam essa realidade um pouquinho e que tornam determinados jogos muito fortes e com um impacto social
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<strong>O caso do Mafia Wars</strong>
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O Mafia Wars é um exemplo emblemático dessas questões. O jogo é um pouco mais complicado que a média, com uma série de movimentos possíveis mas, uma vez aprendido, torna-se simples e, inclusive, meio chato. No entanto, é um jogo que tem <strong>uma comunidade muito ativa de jogadores</strong>, que retornam todos os dias. Pensando nisso, entrevistei alguns usuários e passei um tempo mergulhada no jogo e em suas comunidades há alguns meses. Assim, construí alguns apontamentos a respeito do caso.
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<strong>Heavy Users</strong>
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<img alt="mw2.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/images/mw2.jpg" width="98" height="126" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" />A força do jogo não está no jogo, mas em <strong>sua apropriação social</strong>. Boa parte do que faz o MW um jogo forte são as <strong>várias "famílias" construídas pelos usuários</strong>, que permitem uma série de inovações sociais que não existem no mecanismo do jogo em si. Por exemplo, as famílias declaram "guerra" entre si, possuem códigos de honra e empregos especiais. Dentro de uma família é possível ser um espião, trabalho que não existe no jogo em si. Há famílias com códigos de ética bem fortes, como por exemplo, atacar jogadores com atitudes racistas ou consideradas não de bom tom (mesmo o nome do jogador pode ser um motivo para ataque). Há famílias inimigas, há associadas, há traições, há mafias secretas. Do mesmo modo, dentro das famílias há níveis hierárquicos e grupos de usuários responsáveis por funções específicas. Assim, há recompensas e promoções e toda uma hierarquia que torna o jogo mais interessante, mas que <strong>não passa por ele</strong>, nem por sua plataforma e nem pelos seus mecanismos. Vejam, portanto, que <strong>o jogo vai além do jogo</strong>, ou seja, a plataforma do MW é simplesmente um dos variados espaços de representações e construção de capital social criados pelos jogadores, mas há outros. Ou seja, o núcleo da comunidade dos jogadores é responsável pela <strong>criação de novas formas de capital social e renovação das mesmas</strong>, gerando valores que vão, depois, circular pelas zonas mais periféricas das redes sociais.
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É claro que toda essa construção fortalece imensamente o fato do jogo ser um RPG (role playing game), criando um mundo de fantasia e de atuação para os jogadores mais comprometidos. E são esses jogadores que acabam sustentando os jogadores mais casuais, seja <strong>através de incentivos sociais</strong>, seja através da <strong>manutenção da circulação de valores no jogo</strong>. O Mafia Wars só tem graça se outras pessoas estiverem jogando, desbloqueando reinos e mostrandos para os demais os ítens mais avançados, mantendo o interesse no processo. 
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<strong>Redes Sociais Utilitárias</strong>
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Outro elemento interessante é que <strong>essas apropriações tornam o jogo mais social</strong>, indo além de um jogo individual com competição social. E isso impacta imensamente nas redes sociais que estão explícitas por esses jogadores no Facebook. Por exemplo, uma prática comum é adicionar toda a sua "família" como amiga no FB, apenas para que o jogo a reconheça como parte da sua rede social (os jogos do Facebook automaticamente listam as pessoas da sua rede social como amigos no jogo). Logo depois, os usuários deletam todos esses "amigos", utilizando a ampliação da rede social simplesmente para aumentar sua força no jogo. Assim, aparecem personagens com 500, 600 amigos no Mafia Wars, mas se constatarmos as redes sociais dos jogadores no Facebook, elas poderão ser bem menores. Deste modo, se mapearmos a rede social do usuário no jogo e fora dele, veremos que <strong>há partes imensas que não se sobrepõem</strong>. Isso significa que <strong>os jogadores estão criando redes sociais diferenciadas para objetivos sociais diferenciados, baseados no capital social percebido</strong>. Assim, há redes sociais dentro das redes sociais, com formas específicas de valores e transações. Isso vai tornando o processo de agrupamento social <strong>mais utilitário e mais focado em pertencimento e associação</strong>.
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<img alt="redememe.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/redememe.jpg" width="217" height="154" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Conversando com os jogadores, todos parecem perceber que essas práticas são construídas como comuns no jogo. Não se espera que um amigo "do jogo" seja também um amigo do Facebook. Muitos, inclusive, criam variados perfis para os variados jogos, como forma de preservar a privacidade do perfil "original". Outros ainda usam o mesmo perfil, mas sempre com o cuidado de deletar imediatamente os novos amigos, tão logo apareçam na "mafia" do jogo. <strong>Ter amigos no jogo é um valor não apenas para as lutas (amigos aumentam o poder de ataque e de defesa), mas igualmente na busca pelos diversos ítens que podem ser colecionados, dados e recebidos e mesmo divididos com os jogadores.</strong> Logo, há toda uma série de <strong>valores associados ao tamanho da rede social, mas quase nenhum associado à qualidade dela</strong>. E isso é bastante diferente daquilo que observamos nas redes sociais offline, onde a qualidade dos laços promove valores importantes. É por isso que os usuários rapidamente criam formas diferenciadas de apropriar o jogo e construir novas redes sociais, que não necessariamente possuem qualquer relação com suas redes offline. É interessante perceber, assim, o caráter <strong>mais utilitário desses novos grupos</strong>, focados unicamente na <strong>apropriação do capital social pelo indivíduo</strong>, algo que nas redes offline é muito difícil, pois compreende um custo alto.
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Estas observações vão na mesma direção de algumas pesquisas e artigos que recentemente publiquei, discutindo <strong>o fato de que a Internet permite novas apropriações das estruturas sociais, apropriações estas focadas nos tipos de capital social percebidos em suas diversas ferramentas</strong>. (Falei disso em uma <a href="http://www.compos.org.br/data/trabalhos_arquivo_coirKgAeuz0ws.pdf" target=_blank>pesquisa</a> com a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago/" target=_blank>Gabriela Zago</a> sobre o Twitter.) Vou escrever mais sobre essas observações do Mafia Wars nos próximos posts. :-)

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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/jogos_e_redes_sociais_o_caso_do_mafia_wars.html#comments" title="Comment on: Jogos e Redes Sociais: o caso do Mafia Wars">Comentarios (2)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://midiasocialbrasil.blogspot.com" href="http://midiasocialbrasil.blogspot.com" rel="nofollow">arnaldo queiroz ribeiro filho</a> on 
nov 25, 2009 10:30 AM) 

Eu nunca havia testado o mafia , wars , e ja tem umas 3 semanas que não paro de jogar! e acho que tem muita gente que adiciona outras pessoas , no facebook para aumentar sua mafia, e acho impresionante o apelo comercial, do jogo toda hora  ficam te incentivando a comprar , mas creditos no sistema e até promoção para a blackfriday estão fazendo, achei bom para sociabilizar pelo menos dentro do jogo, mas acho que usuários tem que tomar cuidado para não gastar no sistema e perderem o controle!</p>
<p>(<a title="http://twitter.com/mirante" href="http://twitter.com/mirante" rel="nofollow">Marino Mirante</a> on 
dez 28, 2009  2:56 PM) 

Professora, eu não chego a ser um heavy user do Mafia Wars, mas gosto bastante a ponto de ter duas contas e jogar freqüentemente com as duas. Seu artigo é bem preciso e reflete o que, na minha opinião, se pode compreender do Mafia Wars.
Acho que faltou explorar um ponto relacionado aos usuários que compram 'reward points' e, em alguns casos, são cheaters e contam com a conivência da Zynga fazendo com que outros usuários se sintam lesados quando fazem compras de 'reward points', mas não usam scripts no jogo. Provavelmente a senhora soube da história da manifestação destes cheaters quando interromperam a compra de moedas para protestar contra a suspensão de contas que se valiam de scripts proibidos no jogo. Houve uma queda muito grande na compra e de moedas e a Zynga  voltou atrás devolvendo o acesso aos cheaters. As threads nos forums foram apagadas pela empresa para que não deixassem rastros. Só tenho esta evidência do ocorrido: http://games.slashdot.org/story/09/12/17/0429227/Facebook-Mafiosi-Go-To-the-Mattresses-Vs-Zynga?from=rss&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Slashdot/slashdot+(Slashdot).
Me pergunto se coisas assim afetariam a relação do usuário regular e comum como eu ou pagante como outros e o jogo. Será que as relações seriam as mesmas e seria possível ver o Mafia Wars da mesma forma que descrito em seu artigo?</p>
</description>
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<dc:subject>redes sociais</dc:subject>
<dc:date>2009-11-20T07:22:35-03:00</dc:date>
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<title>Drops de Terça</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/drops_de_terca.html</link>
<description>Faz tempo que não escrevo em drops, então algumas das novidades: # Jogos do Facebook começam a aparecer na mídia brasileira. O que é legal, porque populariza um pouco mais o assunto e me permite aprofundar a pesquisa para a América Latina também. Vejam a matéria do Globo. Esse assunto promete ainda bastante, primeiro pela recente entrada da EA no mundo dos jogos em sites de redes sociais pela aquisição da Playfish, depois pela oficialização da parceria Facebook - Sony no PS3, que apontam para uma entrada de gigantes nesse mercado emergente. # Postei meu primeiro artigo sobre a importância do Orkut no Brasil para o Digital Media and Learning blog. A idéia da minha participação lá é comentar aspectos da mídia social na América do Sul. O tema me é fascinante especialmente pela possibilidade de escrever para um público que não conhece a importância dessas ferramentas por aqui. Ainda quero escrever sobre o Orkut e a educação e Orkut e Facebook pegando o Brasil, para depois começar a falar de outras temáticas. # Estou acompanhando partes do Simpósio da ABCiber de 2009, na ESPM/SP. Algumas palestras estão sendo transmitidas online e outras, pelos próprios participantes. Acompanhem no Twitter pela tag #abciber09. # Para quem está pesquisando o Twitter, chegou em mim essa chamada de trabalhos para a Sunbelt de 2010. A Sunbelt é uma das conferências mais famosas que foca especialmente redes sociais, da qual já tive a oportunidade de participar em 2005....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Faz tempo que não escrevo em drops, então algumas das novidades:
<BR><BR>
# Jogos do Facebook começam a aparecer na mídia brasileira. O que é legal, porque populariza um pouco mais o assunto e me permite aprofundar a pesquisa para a América Latina também. <a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/16/mafia-wars-farmville-cafeworld-centenas-de-outros-games-dentro-de-redes-sociais-sao-cibercoqueluche-do-momento-914782859.asp" target=_blank>Vejam a matéria do Globo</a>. Esse assunto promete ainda bastante, primeiro pela recente <a href="http://blog.playfish.com/2009/11/09/were-combining-forces-with-ea/" target=_blank>entrada da EA no mundo dos jogos em sites de redes sociais pela aquisição da Playfish</a>, depois pela <a href="http://www.allfacebook.com/2009/11/facebook-integration-with-ps3-becomes-official/" target=_blank>oficialização da parceria Facebook - Sony no PS3</a>, que apontam para uma entrada de gigantes nesse mercado emergente. 
<BR><BR>
# Postei meu primeiro artigo sobre <a href="http://dmlcentral.net/blog/raquel-recuero/social-media-south-america-orkut-brazil" target=_blank>a importância do Orkut no Brasil</a> para o <a href="http://dmlcentral.net/" target=_blank>Digital Media and Learning blog</a>. A idéia da minha participação lá é comentar aspectos da mídia social na América do Sul. O tema me é fascinante especialmente pela possibilidade de escrever para um público que não conhece a importância dessas ferramentas por aqui. Ainda quero escrever sobre o Orkut e a educação e Orkut e Facebook pegando o Brasil, para depois começar a falar de outras temáticas.
<BR><BR>
# Estou acompanhando partes do <a href="http://www.abciber.org/simposio2009/" target=_blank>Simpósio da ABCiber de 2009</a>, na ESPM/SP. Algumas palestras estão sendo transmitidas online e outras, pelos próprios participantes. Acompanhem no Twitter pela tag #abciber09.
<BR><BR>
# Para quem está pesquisando o Twitter, chegou em mim <a href="http://inesmergel.wordpress.com/2009/11/14/a-call-for-papers-on-twitter-networks-at-the-2010-sunbelt-social-networks-conference/" target=_blank>essa chamada de trabalhos para a Sunbelt de 2010</a>. A Sunbelt é uma das conferências mais famosas que foca especialmente redes sociais, da qual já tive a oportunidade de participar em 2005. </p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/drops_de_terca.html#comments" title="Comment on: Drops de Terça">Comentarios (1)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://midiasocialbrasil.blogspot.com/" href="http://midiasocialbrasil.blogspot.com/" rel="nofollow">arnaldo queiroz ribeiro filho</a> on 
nov 19, 2009  5:54 PM) 

Realmente os aplicativos sociais ainda vão dar muito o que falar, o orkut , está perdendo muito por não ter aplicativos interessantes em seu site! agora quero ver a briga entre orkut , facebook e sonico para conquistar usuários Brasileiros!</p>
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]]></content:encoded>
<dc:subject>sites de rede social</dc:subject>
<dc:date>2009-11-17T12:56:51-03:00</dc:date>
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<title>Metamorfoses Jornalísticas 2: Artigo sobre redes sociais e jornalismo</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/metamorfoses_jornalisticas_2_artigo_sobre_redes_sociais_e_jornalismo.html</link>
<description>Na próxima semana, será lançado o livro Metamorfoses Jornalísticas 2, pela Editora da UNISC, organizado por Demétrio Soster e Fernando Firmino, em Porto Alegre e São Paulo. O lançamento em Porto Alegre será na Feira do Livro, dia 14/11 e em São Paulo, durante o durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor, no dia 26. Abaixo, um pedaço do release: Trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição. O livro tem um trabalho meu, &quot;Redes Sociais na Internet, difusão de informações e Jornalismo: elementos para discussão&quot; um artigo direcionado a um início de discussão sobre os impactos das redes sociais na Internet no jornalismo online, apresentando algumas perspectivas de estudo e uma breve discussão sobre esses impactos a partir de perspectivas empíricas. Junto com o meu artigo, estão também trabalhos de diversos outros pesquisadores e colegas que também buscam discutir os impactos do jornalismo diante das tecnologias digitais. Outros detalhes do livro: PREFÁCIO - Alex Primo APRESENTAÇÃO - O SEGUNDO PASSO - Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva Artigos: COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO? - Lia Seixas REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão - Raquel Recuero OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO - Cláudio Cardoso de Paiva COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo - Carlos d’Andréa REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel - Fernando Firmino da Silva SOBRE ZH: Zero Hora Responde - Antonio Fausto Neto MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO - Demétrio de Azeredo Soster ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico - Jairo Ferreira DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição - Fabiana Piccinin A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA- Águeda Miranda Cabral BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências - Adriana Alves Rodrigues VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS - José Afonso da Silva Junior O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO RADIOJORNALISMO - Nelia R. Del Bianco O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE - Jair Giacomini Infelizmente, não estarei presente em nenhum dos lançamentos, mas aí vão as informações para quem puder comparecer: O que: Lançamento do livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009) Quem: Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva (Organizaodores) Quando: 14/11 (sábado, 18h30) e 26/11 (quinta, 20h) Onde: Porto Alegre (na 55ª Feira do Livro, 14/11) e São Paulo (7ª SBPJor, 26/11)....</description>
<guid isPermaLink="false">4944@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="capametamorfoses.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/capametamorfoses.jpg" width="166" height="233" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Na próxima semana, será lançado o livro Metamorfoses Jornalísticas 2, pela Editora da UNISC, organizado por Demétrio Soster e Fernando Firmino, em Porto Alegre e São Paulo. O lançamento em Porto Alegre será na Feira do Livro, dia 14/11 e em São Paulo, durante o  durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor, no dia 26. Abaixo, um pedaço do release:
<BR><BR>
<blockquote><i>
Trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição.
</blockquote></i>
<BR><BR>
O livro tem um trabalho meu, <strong>"Redes Sociais na Internet, difusão de informações e Jornalismo:  elementos para discussão"</strong> um artigo direcionado a um início de discussão sobre os impactos das redes sociais na Internet no jornalismo online, apresentando algumas perspectivas de estudo e uma breve discussão sobre esses impactos a partir de perspectivas empíricas. Junto com o meu artigo, estão também trabalhos de diversos outros pesquisadores e colegas que também buscam discutir os impactos do jornalismo diante das tecnologias digitais.
<BR><BR>
Outros detalhes do livro:
<ul>
	<li>PREFÁCIO - Alex Primo</li>
	<li>APRESENTAÇÃO - O SEGUNDO PASSO - Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva</li>
</ul>
<strong>Artigos:</strong><BR>
<ul>
	<li>COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO? - Lia Seixas</li>
	<li>REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão - Raquel Recuero</li>
	<li>OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO - Cláudio Cardoso de Paiva</li>
	<li>COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo - Carlos d’Andréa</li>
	<li>REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel - Fernando Firmino da Silva</li>
	<li>SOBRE ZH: Zero Hora Responde - Antonio Fausto Neto</li>
	<li>MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO - Demétrio de Azeredo Soster</li>
	<li>ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico - Jairo Ferreira</li>
	<li>DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição - Fabiana Piccinin</li>
	<li>A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA- Águeda Miranda Cabral</li>
	<li>BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências - Adriana Alves Rodrigues</li>
	<li>VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS - José Afonso da Silva Junior</li>
	<li>O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO RADIOJORNALISMO - Nelia R. Del Bianco</li>
	<li>O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE - Jair Giacomini</li>
</ul>
<BR><BR>
Infelizmente, não estarei presente em nenhum dos lançamentos, mas aí vão as informações para quem puder comparecer:<BR>
<strong>O que: </strong>Lançamento do livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009)<BR>
<strong>Quem: </strong>Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva (Organizaodores)<BR>
<strong>Quando:</strong> 14/11 (sábado, 18h30) e 26/11 (quinta, 20h)<BR>
<strong>Onde:</strong> Porto Alegre (na 55ª Feira do Livro, 14/11) e São Paulo (7ª SBPJor, 26/11).<BR></p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/metamorfoses_jornalisticas_2_artigo_sobre_redes_sociais_e_jornalismo.html#comments" title="Comment on: Metamorfoses Jornalísticas 2: Artigo sobre redes sociais e jornalismo">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

</description>
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<dc:date>2009-11-06T08:14:20-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Métricas para Mídia Social: Discutindo Retenção e Engajamento</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/metricas_para_midia_social_discutindo_retencao_e_engajamento.html</link>
<description>Dois conceitos sobre os quais tive que pensar bastante nos últimos tempos foram os de retenção e engajamento. Ambos são utilizados como métricas para avaliar o sucesso de uma determinada ferramenta de mídia social. Retenção aqui é compreendida como a capacidade de uma ferramenta de conseguir manter uma determinada base de usuários ativa, ou seja, de fazer com que as pessoas que fazem uma conta em um serviço continuem ativas nele depois de um determinado número de dias. Isso significa dizer que uma ferramenta interessante precisa ter uma boa retenção. Ou seja, suponhamos que eu construa um aplicativo que permita o envio de presentes virtuais aos amigos e que esse aplicativo faça um imenso sucesso no seu início, angariando um conjunto de muito grande de usuários. Entretanto, de um modo geral, esse aplicativo só será bem sucedido se conseguir manter os usuários conquistados com o hype (e, obviamente, continuar crescendo). Engajamento, por outro lado, é uma medida que foca a qualidade da conexão dos atores com o serviço, em termos de sentimento, de capital social produzido pelo sistema e pelos atores que o utilizam. Um forte engajamento, por exemplo, pode resultar em uma maior retenção ou em um crescimento acentuado devido ao buzz em torno do serviço. Enquanto o engajamento é orgânico e depende da apropriação e dos valores construídos, a retenção não é. Esta última pode ser criada de forma artificial, por mecanismos de spam, medidas inadequadas e mesmo outras estratégias que podem mascarar os dados reais. Mas enquanto o engajamento pode influenciar a retenção, o inverso não é verdadeiro. Uma retenção maior não necessariamente significa um maior engajamento, portanto. Métricas de Retenção As métricas de retenção parecem girar em torno do MAU (monthly active users/ usuários ativos por mês), WAU (weekly active users/ usuários ativos por semana) ou DAU (daily active users/ usuários ativos por dia). Assim, dependendo da ferramenta, faz mais sentido verificar a retenção através do número de usuários ativos por dia, semana ou mês. De um modo geral, o tempo para a medida de retenção deve ser levado em conta com relação ao tipo de aplicativo. Assim, a retenção é uma métrica assessória à medida do número de novos usuários. Uma ferramenta que tem um grande número de novos usuários, mas que não tem retenção (por exemplo, menos de 20% desses novos usuários retornam ao término de uma semana), pode apresentar um falso crescimento. No entanto, a simples medida de quantas contas continuam ativas também pode ser falsa, devido, por exemplo, a uma grande quantidade de contas falsas ou spammers. Portanto, o tempo que cada usuário passa na ferramenta também pode ser acrescido como uma medida de retenção, bem como o número de tarefas que executa nesse tempo. Para outras ferramentas, faz sentido utilizar como medida complementar, outros elementos, como número de conexões que também utilizam a ferramenta no período, ou mesmo a quantidade de conversações estabelecidas na ferramenta e etc. Exemplo de gráfico do MAU de aplicativo para o Facebook retirado do site Inside Facebook. Métricas de retenção são, portanto, variadas. Do meu ponto de vista, precisam ser adequadas a cada tipo de aplicativo/ferramenta que se quer analisar. E quase sempre, é composta de um conjunto de elementos que são chave para a ferramente e não apenas de um único elemento. Métricas de Engajamento O engajamento, por outro lado, é bem mais difícil de medir, pois trata-se de algo qualitativo e não quantitativo. Do meu ponto de vista, o engajamento é uma medida mais focada no capital social gerado pela apropriação da ferramenta. Seus valores estão relacionados com a utilidade, a percepção de valor para a rede social, o sentimento gerado em torno dos usuários que participam da ferramenta. Uma ferramenta com um bom engajamento é aquela que é apropriada de forma original e útil por uma determinada rede social e que mantém esse interesse, normalmente ou através da própria apropriação, que cria novos usos, ou da inovação do sistema. No entanto, o engajamento não é criado de forma automática, mas o resultado da apropriação orgânica da ferramenta. E como medir esses elementos? É preciso, novamente, primeiro observar se eles existem e depois explorar como podem ser ampliados e melhorados para a comunidade que utiliza o sistema. E sua medida será também qualitativa (entrevistas, surveys, grupos e etc.). Esse post teve como objetivo apresentar algumas visões de como pensar essas duas métricas, que muitas vezes são confundidas e misturadas. É claro que ele reflete, em sua totalidade, o meu ponto de vista e idéias sobre o assunto, que pretendo desenvolver melhor em posts futuros. :)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="redesocial.gif" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/redesocial.gif" width="175" height="185" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Dois conceitos sobre os quais tive que pensar bastante nos últimos tempos foram os de retenção e engajamento. Ambos são utilizados como métricas para avaliar o sucesso de uma determinada ferramenta de mídia social. 
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<strong>Retenção</strong> aqui é compreendida como a capacidade de uma ferramenta de conseguir manter uma determinada base de usuários ativa, ou seja, de fazer com que as pessoas que fazem uma conta em um serviço continuem ativas nele depois de um determinado número de dias. Isso significa dizer que uma ferramenta interessante precisa ter uma boa retenção. Ou seja, suponhamos que eu construa um aplicativo que permita o envio de presentes virtuais aos amigos e que esse aplicativo faça um imenso sucesso no seu início, angariando um conjunto de muito grande de usuários. Entretanto, de um modo geral, esse aplicativo só será bem sucedido se conseguir manter os usuários conquistados com o <em>hype</em> (e, obviamente, continuar crescendo).
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<strong>Engajamento</strong>, por outro lado, é uma medida que foca a qualidade da conexão dos atores com o serviço, em termos de sentimento, de capital social produzido pelo sistema e pelos atores que o utilizam. Um forte engajamento, por exemplo, pode resultar em uma maior retenção ou em um crescimento acentuado devido ao buzz em torno do serviço. <strong>Enquanto o engajamento é orgânico e depende da apropriação e dos valores construídos, a retenção não é</strong>. Esta última pode ser criada de forma artificial, por mecanismos de spam, medidas inadequadas e mesmo outras estratégias que podem mascarar os dados reais. Mas enquanto o engajamento pode influenciar a retenção, o inverso não é verdadeiro. Uma retenção maior não necessariamente significa um maior engajamento, portanto.
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<strong>Métricas de Retenção</strong>
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As métricas de retenção parecem girar em torno do MAU (<em>monthly active users/ usuários ativos por mês</em>), WAU (<em>weekly active users/ usuários ativos por semana</em>) ou DAU (<em>daily active users/ usuários ativos por dia</em>). Assim, dependendo da ferramenta, faz mais sentido verificar a retenção através do número de usuários ativos por dia, semana ou mês. De um modo geral, o tempo para a medida de retenção deve ser levado em conta com relação ao tipo de aplicativo. Assim, <strong>a retenção é uma métrica assessória à medida do número de novos usuários</strong>. Uma ferramenta que tem um grande número de novos usuários, mas que não tem retenção (por exemplo, menos de 20% desses novos usuários retornam ao término de uma semana), pode apresentar um falso crescimento. No entanto, a simples medida de quantas contas continuam ativas também pode ser falsa, devido, por exemplo, a uma grande quantidade de contas falsas ou spammers. Portanto, o tempo que cada usuário passa na ferramenta também pode ser acrescido como uma medida de retenção, bem como o número de tarefas que executa nesse tempo. Para outras ferramentas, faz sentido utilizar como medida complementar, outros elementos, como número de conexões que também utilizam a ferramenta no período, ou mesmo a quantidade de conversações estabelecidas na ferramenta e etc.
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<img alt="mau.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/mau.jpg" width="530" height="301" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><BR>
<div style="text-align: center;">Exemplo de gráfico do MAU de aplicativo para o Facebook retirado do site <a href="http://www.appdata.com/facebook/" target=_blank>Inside Facebook</a>.</div>
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Métricas de retenção são, portanto, variadas. Do meu ponto de vista, precisam ser adequadas a cada tipo de aplicativo/ferramenta que se quer analisar. E quase sempre, é composta de um conjunto de elementos que são chave para a ferramente e não apenas de um único elemento.
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<strong>Métricas de Engajamento</strong>
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O engajamento, por outro lado, é bem mais difícil de medir, pois <strong>trata-se de algo qualitativo e não quantitativo</strong>. Do meu ponto de vista, o engajamento é uma medida <strong>mais focada no capital social gerado pela apropriação da ferramenta</strong>. Seus valores estão relacionados com a utilidade, a percepção de valor para a rede social, o sentimento gerado em torno dos usuários que participam da ferramenta. Uma ferramenta com um bom engajamento é aquela que é apropriada de forma original e útil por uma determinada rede social e que mantém esse interesse, normalmente ou através da própria apropriação, que cria novos usos, ou da inovação do sistema. No entanto, o engajamento não é criado de forma automática, mas o resultado da apropriação orgânica da ferramenta. E como medir esses elementos? É preciso, novamente, primeiro observar se eles existem e depois explorar como podem ser ampliados e melhorados para a comunidade que utiliza o sistema. E sua medida será também qualitativa (entrevistas, surveys, grupos e etc.).
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Esse post teve como objetivo apresentar algumas visões de como pensar essas duas métricas, que muitas vezes são confundidas e misturadas. É claro que ele reflete, em sua totalidade, o meu ponto de vista e idéias sobre o assunto, que pretendo desenvolver melhor em posts futuros. :)</p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/metricas_para_midia_social_discutindo_retencao_e_engajamento.html#comments" title="Comment on: Métricas para Mídia Social: Discutindo Retenção e Engajamento">Comentarios (6)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://agencianoar.com" href="http://agencianoar.com" rel="nofollow">@luizhbsilva</a> on 
nov  4, 2009  7:06 PM) 

Olá @raquelrecuero, como sempre, um ótimo post.

Fiquei pensando nas métricas de retenção e engajamento do Twitter.

Pelo que pude acompanhar, ele começou com baixa retenção, não sei como está hoje, talvez melhor.

O que me despertou mais interesse foi o seu engajamento. Acho que já demonstrou em vários fatos que não é uma rede social qualquer, como a cobertura dos conflitos no Irã, entre outros. Mas também tiveram tuitadas do útero, casamentos e por aí vai.

Além disso, cada um pode usá-lo da maneira que achar melhor, uns em busca de conteúdo, outros de diversão, promoção etc.

Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto. Das redes sociais que participo acho que o Twitter é a que possibilita o maior engajamento.

Abs
@luizhbsilva</p>
<p>(<a title="http://blog.exadigital.com.br" href="http://blog.exadigital.com.br" rel="nofollow">Paulo Siqueira</a> on 
nov  5, 2009  6:08 AM) 

Cara Raquel,

Faz pouco tempo que tomei contato com o seu blog. Acho muito interessante e pertinente suas análises sobre a mídia social.
Interessante a sua posição e a sua proposta -métrica é um assunto difícil na área de computação faz muito tempo.

Boa sorte e parabéns,

Paulo
@psiqueira</p>
<p>(<a title="http://midiasocialbrasil.blogspot.com/" href="http://midiasocialbrasil.blogspot.com/" rel="nofollow">arnaldo queiroz ribeiro filho</a> on 
nov  5, 2009 10:21 AM) 

Acho que as duas métricas tem importância , e para o engajamento e ncessário o componente humano no monitoramento! as maquinas ajudam mas existêm meios de burlar o sistema que so um ser humano pode perceber</p>
<p>(<a title="http://www.josetelmo.com" href="http://www.josetelmo.com" rel="nofollow">@JoseTelmo</a> on 
nov  5, 2009 11:52 AM) 

A internet é um organismo e mutante. Relações sociais são um eterno fluxo de dados e cabe a profissionais acompanhar as oportunidades, destaques e identificar perigos e problemas. Parabéns pelo destaque humano em métricas.

@josetelmo</p>
<p>(Rafael on 
nov  9, 2009 11:11 AM) 

Oi Raquel, tudo bem? Fiquei um tempo sem visitar o blog e quando entro hoje, dou de cara c/ um tema que estou discutindo atualmente: métricas em redes sociais. Nesse link (http://www.youtube.com/user/DigitalRoyalty) a DigitalRoyalty apresenta uma "metodologia" de mensuração em redes sociais. Abraços.</p>
<p>(<a title="http://www.querosersultor.blogspot.com" href="http://www.querosersultor.blogspot.com" rel="nofollow">Washington Sales</a> on 
nov 12, 2009  9:27 PM) 

Olá Raquel, Gostei do seu post, muito interessante agora venho acompanhando as redes socias a algum tempo e esse assunto é pouco falado por air, "Métricas", creio que seja preciso mais esclarecimentos. Mas sua preocupação é valida.
Abraços,</p>
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<dc:subject>redes sociais</dc:subject>
<dc:date>2009-11-04T15:17:55-03:00</dc:date>
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