março 2006 Archives

Miscelâneas

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Lendo: Happiness (tm), Will Fergunson. Bom livro, idéia interessante com o que eu acho ser uma conotação socialista mascarada de new-age. E bem escrito.

Vendo: Harvey Birdman Attorney At Law. Revendo, na verdade. O Homem Pássaro é um advogado que pega casos de personagens da dupla Hanna-Barbera. Só a definição da série já é cômica, mas conseguem fazer ser ainda melhor que isso. The West Wing preenche o tempo vago (e - ok eu confesso - American Idol).

Ouvindo: Aimee Mann. Já acho o último álbum dela, The Fortgotten Arm, o melhor álbum de todos. Não consegui me cansar ainda, mas tenho inserido Weezer e Keane em momentos apropriados.

Jogando: GTA San Andreas. Um pouco para tentar decorar o mapa de São Francisco - digo, San Fierro - e muito por que é um dos melhores jogos já feito. Tanto em termos de concepção como de tecnologia - ele roda no meu Asus W5 sem placa de vídeo fancy.

Trabalhando: dando aulas, tocando o doutorado e outros projetos paralelos.

Projeto Origami

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Asus UMPC
A Microsoft revelou finalmente do que se trata seu Projeto Origami. É um computador portátil da classe dos "ultra mobiles" - ultra móveis - que têm ganho força ultimamente. A idéia por trás desta classe de portáteis é fornecer um computador completo com um tamanho que rivalize os palmtops. Não é uma idéia revolucionária, por dois motivos. Primeiro, já fizeram antes. Segundo, é um conceito natural - a miniaturização é progressiva e a maior parte da área de um notebook hoje, por exemplo, é reservada para tela e teclado.

Ainda assim, é um conceito muito atraente. Com bluetooth integrado, pode-se ter uma base em casa com teclado e monitor e outra no trabalho, mas a parte que importa é totalmente móvel e, principalmente, utilizável sem os acessórios (ao contrário do Mac Mini, por exemplo). O peso e tamanho extras - que certamente sofrerão reduções nos próximos anos - compensariam a maior flexibilidade ganha em comparação aos tradicionais palmtops. O mercado para um produto desse tipo é um público intermediário entre os que possuem um palmtop e o acham pouco funcional e os que possuem um notebook e acham este muito grande.

Ainda não sei detalhes sobre o Origami, mas até o momento prefiro o OQO. A nova geração até pode aprender a utilizar uma touch-screen de forma eficiente, mas eu cresci usando teclado (o OQO tem um pequeno teclado embutido) e não sei se me adaptaria a telas de toque.

Particularmente, antes de comprar um notebook, eu considerei comprar o OQO. Não o fiz por questões econômicas e de desempenho, mas com mais jogadores no mercado meu próximo computador bem poderá ser um ultra-portátil.

Asus W5 (ou W5000 ou W5G00)

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Depois de passar três anos com um notebook Toshiba de 3Kg e tela de 15" cheguei a conclusão inevitável que notebooks têm que ser portáteis e não apenas transportáveis. A diferença é que algo meramente transportável envolve dores musculares e muita incomodação.

Asus W5
Entra o Asus W5. Com sua tela de 12" widescreen e levíssimo 1.6Kg, pareceu-me o notebook ideal. Após 3 meses de uso, não me arrependo da escolha.

A Asus é bem conhecida por suas placas-mães para PCs e é relativamente recente sua entrada no mercado de notebooks. Corre um boato que as fábricas da Asus já são responsáveis pela fabricação de notebooks bem conhecidos como o Sony Vaio e o Apple iBook. Com esse tipo de experiência em mãos, não é de se admirar que tenham resolvido fazer suas próprias linhas de portáteis.

O Asus W5 faz parte da categoria "ultra-portáteis" de notebooks Asus e recebeu alguma atenção da mídia internacional por ser um dos poucos notebooks PCs oferecidos na cor branca, tornando-o semelhante ao iBook e trazer embutida uma saliente webcam de 1.3 MPixels.

O meu veio na cor preto-grafite, que era uma série especial limitada que aparentemente se tornou padrão devido à grande aceitação. Internamente, ele tem a combinação Centrino e é composto de:

  • LCD de 12" widescreen
  • Pentium-M 740 de 1.73GHz
  • 512MB DDR2
  • 60GB no HD, 4200 RPM
  • Chipset Intel 915GM
  • Gravador de DVD
  • Leitor de cartão Memory Stick, SD e MMC
  • USB (3 saídas), Firewire, S-Video, monitor, microfone, fones, PCMCIA, modem e rede
  • Webcam e microfone embutidos
  • Placa wireless Intel
  • Bateria com duração de cerca de 2 horas

A grande falha é realmente neste último item. A bateria dura apenas 2 horas, com uso moderado. Meu antigo Toshiba durava pelo menos 3 horas e já era pouco. Há a opção de se adquirir baterias extras que chegam a 9 horas de duração, mas no Brasil são difíceis de serem encontradas e adicionaria muito ao peso do notebook.

A segunda falha é a relativa dificuldade de se instalar todos os drivers necessários para fazer funcionar cada função extra do notebook. Há botões para ligar/desligar a placa wireless, controlar o volume, ligar o microfone, tirar foto com a webcam e mudar a velocidade do processador. Praticamente cada uma dessas funções tem um driver extra que deve ser instalado no Windows e que certamente sequer devem funcionar no Linux. Até o momento, os botões do microfone e foto simplesmente não funcionam e por vezes a câmera não é reconhecida pelo Windows (aparentemente após retornar de uma hibernação).

Deixando de lados essas duas falhas, o restante só merece elogios. A tela tem um excelente contraste, ainda que um pouco reflexiva demais. O fato de ser widescreen já a deixa preparada para o Windows Vista e sua provável Sidebar (atualmente, uso a Google Sidebar para preencher o espaço extra). O HD poderia ser de 5400 RPM, mas dá conta do recado. O chipset tem embutida uma placa de vídeo melhor que eu esperava - tenho jogado GTA San Andreas sem problemas, ainda que com níveis baixos de detalhes.

Enquanto meu antigo Toshiba era um forno portátil, o W5 permanece relativamente morno na maior parte do tempo - exceção quando se está jogando ou utilizando a CPU de forma intensiva. Outro contraste é em relação ao nível de ruídos - praticamente não se escuta barulho algum vindo do notebook.

O teclado é no formato ABNT2, mas um "Fixa" escrito sobre o Caps Lock revela que o notebook foi fabricado para o mercado de Portugal. As teclas tem tamanho bom e a digitação é tão fácil quanto no antigo Toshiba. Incomoda, no entanto, a tecla de "/" e "?" que está posicionada em um lugar não-ortodoxo, abaixo do shift direito. Leva-se algum tempo para se acostumar, mas a alternativa seria fazer como os Vaio - encurtar a tecla shift para colocar o "?" do seu lado. É praticamente impossível acertar a maldita tecla shift nos Vaio, prefiro a interrogação onde está no W5.

As demais funções fazem o que se espera delas. O gravador de DVD aceita DVD-R, DVD+R e demais variações RW. As USB são 2.0 e bem posicionadas: uma no lado direito, uma no lado esquerdo e uma atrás. A saída de ar no lado direito pode incomodar, no verão, os destros quando estiverem usando mouse. Aliás, o W5 acompanha um mouse Asus sem fio muito prático.

webcam asus w5
A webcam tem resolução acima da média para webcams e possui uma boa qualidade de imagem. Ela pode ser rotacionada para apontar para o usuário ou para a parte de trás do notebook, caso alguém deseje espionar alguma outra pessoa. O microfone, no entanto, sempre aponta para o usuário.

Os alto-falantes embutidos são ruins, talvez abaixo da média para notebooks. São diminutos e posicionados logo abaixo da tela, mas não chegam a ficar abafados se alguém desejar escutar música com a tela fechada. Seja como for, ter fones de ouvido é altamente recomendável.

No mais, é um excelente notebook. É bastante rápido e rivaliza notebooks bem maiores. Com apenas 1.6Kg, carregá-lo é um prazer e no pacote ele ainda acompanha uma bolsa protetora no tamanho exato do computador. É um dos notebooks mais bonitos e completos do mercado, além de ser um dos mais leves. Não é, certamente, um dos mais baratos mas em termos de custo benefício, levando em conta portabilidade, é imbatível.

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